quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Princípios do cotidiano

Já passam das 22h. Pelo menos é o que mostra o rebuscado relógio de tantas jornadas que, deveras desgastado, faz-se sórdido em trabalhar para conseguir suportar seus enormes ponteiros. E mesmo assim, após um dia totalmente incomum aos seus olhos, ele chega em casa de forma tal que nem consegue pensar nas suas ações já tão costumeiramente mecanizadas. Senta-se em sua cama sentindo um súbito alivio, não por estar cansado, mas por saber que aquele momento é precioso e deve ser aproveitado. De repente pára, olha ao redor e pensa, mais pensa bastante, como se estivesse num límpido rasgar do céu, onde as nuvens estariam ao seu alcance e a Lua, linda como sempre, estaria a marcar enormes suspiros e sensações de conforto eterno, ou prazer ínfimo.

Infelizmente, ao voltar à realidade, percebe que a vida não é tão bonita como dizem os grandes sábios (do poder), mas entende que viver é ato de buscar as possibilidades do prazer de estar no Mundo. E ali fica: pensativo, imaginando o dia de amanhã e, mesmo que o pôr-do-sol não seja o mesmo de outras vezes, acredita que cada dia é um pequeno pedaço do seu viver, assim como os pedaços de uma deliciosa pizza.

Por falar em pizza, é chegado o tempo de se lembrar da fome. Não tinha dinheiro suficiente para seu auto-sustento, mas isso é algo fácil de superar, pois seus governantes já prometeram pagar seu salário, mesmo a tanto tempo atrasado. Todavia, não é momento de se desesperar. Um pouco de esperança é o que vale para enfrentar tudo e mais um pouco.

Por fim, reflete sobre todas as bênçãos que Deus lhe proporcionou durante seu dia e agradece fervorosamente por todas as oportunidades e mais ainda, por todos os fracassos. Pega o os pedaços de algo maltrapilho a qual chama de travesseiro e encosta sua cabeça dolorida pela fadiga mental diária. Fecha os olhos lentamente e dormi em questão de segundos. Esse é o melhor momento de seu dia, onde pode repousar pelos pastos horizontais e desejar fazer tudo que sempre quis. E mesmo sonhando, se contenta em descobrir que é mais um dentre tantos outros milhões.



Post Scriptum: Prezar pelos trabalhadores dessa imensidão chamada Brasil é o mínimo que devemos fazer (ou pelo menos tentar).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Os Cara

Palavras impróprias,
Condição de verdade,
Sentimentos rebuscados
Que demonstram unidade.

Governantes de audácia,
Empregados de lealdade,
Arquitetos das lembranças
Que me deixam saudade.

Concluem-se imperfeitos,
Ou ausentes de bondade.
Todo Ser tem seus defeitos,
É a Lei da Heterogeneidade.

Se caso é fantasia para muitos,
Para eles é mera realidade.
O infinito não é impossível,
Mas apenas uma possibilidade.

É vivendo que se aprende,
É lutando que se sabe,
É chorando que se entende
Não há nada como a amizade.

Seja em copo ou garrafa,
De pouquinho ou de grade
São “os cara” que festejam
O momento de liberdade.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Estrada de barro

Trabalho infantil – Honor de Almeida Neto


03h30min - É o inicio de um novo dia. Com um Sol ainda ausente sobre o seu olhar, buscava na escuridão do quarto qualquer objeto que lhe indicasse a certeza de estar em casa, pois desejava intensamente que tudo fosse um sonho (ou um pesadelo) que passara despercebido. Infelizmente não se fazia por obedecido. Descontente, percebia que o corpo não respondia de imediato aos comandos, por um desgaste devidamente físico e mental, mas como numa obrigatoriedade sagrada, era necessário um súbito ato de levantar e continuar a vida alienada de sempre.

03h39min - São exatos 9 minutos para se arrumar à luz de um candeeiro, localizado na parte central de sua casa (ou cubículo). Nada pode lhe atrapalhar, pois o caminho é longo e desgastante. Um simples segundo de atraso é o suficiente para o ardor de gestos múrmuros e dolorosos em sua epiderme posterior. Durante sua passagem pelos singelos cômodos da casa, contém-se em presenciar o vazio à sombra da minúscula tábua imunda com quatro pernas, rodeada de pequenos tamboretes feitos com material de 2ª mão, mas que significavam tanto para o sustento de sua família. Paralelamente significativo a um brinquedo de milésima geração para uma criança com a mentalidade dos tempos das cavernas.

04h30min - A passos exaustivos de uma longa caminhada de exatos e cronometrados (Em sua mente) 50 minutos, chegava ao destino com uma modesta perspicaz ao de um (n)obre que, mesmo (p)obre ao olhar de muitos, era rico ao olhar invasivo de uma criança (perceba a imensa diferença que uma letra pode ocasionar). Não se abalava. Sempre estava a brincar, mesmo cansado e, surpreendentemente, via nas suas caminhadas matinais (ou madrugais) um espaço para correr, gritar, cair e brincar com a variedade de bichos que avistava (Quanto já sonhara em ser um grande biólogo.

04h35min - Chegava à hora de ver, ouvir e sentir as dissonâncias vocais daquilo que chamava de patrão, sempre lembrando com imensa tristeza das marcas deixadas pelos dias anteriores. Mas, com um lastimável receio de chegar em casa sem suas miseráveis “bonificações”, não possuía ânimo para enfrentar qualquer homem ou dragão rural das propriedades em que “trabalhava.

11h00min - Foram passadas horas de intensos movimentos desgastados que davam a impressão de dias. Mas era chegada a hora do descanso, da satisfação pelo estático, mesmo que por alguns minutos, sentia-se prazeroso pelo momento. Recebia uma espécie de cuia que trazia algo desconhecido ou irreconhecível, mas que era sua reserva energética de todo um exaustivo dia. Tinha que amordaçar aquela pasta incolor em sua cavidade oral, desgastada pela falta de dentes e recriminada pela falta de palavras perante a presença de dezenas de rostos similares ao seu, que traziam a mesma expressão de angústia.

11h30min - Já havia passado o tempo de descanso e o restante do dia serviria para se abdicar de tudo novamente. Em gestos repetitivos e mecanizados, era responsável por uma pequena porcentagem (minúscula, dado em conta o numero de colegas) da estocagem de produtos essenciais ao seu país. Claro! Acima de tudo era brasileiro e pensava na independência mercadológica, na produtividade de exportação e na satisfação de milhares de pessoas consumindo aquilo que um dia ele rasgou das ríspidas terras nordestes ao contrapor do vento.

20h00min - Era a hora de acabar com tudo, ao passo de uma vontade tenebrosa de proferir todas as revoluções que lhe vinham por vez à cabeça. Porém, se lembrava com infelicidade que não era digno de tamanho ato, não possuía a "coragem" de um Dom Quixote ou a astúcia de um capitão da areia. Contentava-se muito com o pouco e nada seria capaz de mudar aquela subjetiva mente de exatas cinco primaveras. Pegava sua surrada mochila, colocava em suas sensíveis costas e numa sensação de liberdade ia embora. Deveria voltar tudo que percorrera no caminho de ida, porém a passos mais delicados e cuidadosos, pois a estrada era ausente de luz e o caminho era deveras esburacado. Já tinha decorado em sua cabeça todos os movimentos e direções.

21h00min - Após estabelecer um incrível tempo de uma hora, chegava em casa. Com a roupa marrom que um dia fora branca, beijava todos seus 8 irmãozinhos e seus pais queridos. Não perdia tempo em comer um pão surrado pelo suor de um dia de trabalho com a água (com o aspecto de um suco) de um rio próximo de casa. Após completar sua refeição, pegava seu livrinho maltrapilho que havia sido de seu avô, deitava naquilo que pelo menos achava ser uma cama e, a luz de um candeeiro desgastado pelo dia, brincava com aquelas letras que achava tão lindas, mas que não sabia para que serviam. Era o ápice do seu dia que, mesmo durando pouco, lhe proporcionavam eterno prazer. A partir disso, acabava a “leitura”, apagava o resto de luminosidade e ia dormir com o mesmo pensamento otimista de sempre:


- AMANHÃ SERÁ UM NOVO DIA.


terça-feira, 9 de setembro de 2008

A construção perfeita

(Foto retirada do site http://www.eb1-monte-caparica-n2.rcts.pt/prog3per_central-htm.htm, autor desconhecido)




Ao passo de novas expectativas perante minha vida, tive o prazer de presenciar uma frase que me fez repensar bastante no que realmente planejamos para o nosso futuro. Nemo Nox (Aliás, um grande blogueiro), ao proferi-la, deveria estar num momento muito perspicaz de sua vida (Pelo menos penso assim). Então, passível a modificações introspectivas, compreendo-a da seguinte forma: “Existem muitas pedras pelo caminho... Tudo bem... Um dia farei um lindo castelo com elas”. Sei que muitos acham o assunto supérfluo ou deveras desgastado aos ouvidos, mas pensar na vida é desgastante aos olhos daqueles que não compreendem sua incrível arquitetura.

Primeiramente, frisando o passado, vejo-o como uma retrospectiva histórica de algo que não volta, mas que entretece nosso coração junto às inesgotáveis memórias. Com certeza muitas dessas lembranças são boas em nossa mente, mas não podemos esquecer aquelas que representaram tanta tristeza e, mesmo assim, contribuíram para um imensurável crescimento que aos poucos, fez-nos encarar as condições de míseros seres humanos numa natureza tão complexa.

Partindo para o presente, nem sei como explicar esse quantitativo temporal que acontece tão repentinamente. Imagine um simples piscar de olhos, ou até a digitação de um parágrafo (quem sabe como esse). Pronto! Esse é o seu tempo presente (Por favor, não se lamente por perder seu presente na leitura desse blog), aquele que te persegue a cada instante e que, quando menos se espera, torna-se um passado tão despercebido.

Após essa inexprimível explanação de tempos tão inesquecíveis ou, quem sabe, imprescindíveis, acho que o principal objetivo desse texto é intencionar a reflexão do futuro a qual pensamos construir. Qual o nosso objetivo perante a vida? E o que faremos para tal? Essas perguntas parecem fáceis a olhos inteiramente nus de sonhos, mas complexas ao imaginário dos grandes sonhadores. Infelizmente não sou sábio ao ponto de respondê-las a você meu caro leitor, pois sei que cabe a cada um de nós a busca pelo caminho certo. Porém, uma coisa eu posso dizer: Fracos são aqueles que buscam o vazio na imensidão do infinito, pois não possuem sonhos. Mais fracos ainda são aqueles que buscam o infinito na simplicidade do vazio, pois desistirão na primeira pedra que surgir pelo caminho.

Diante dessa perspectiva, faço-me transparente em afirmar que muitas pessoas não vencem na vida porque tropeçam nas barreiras que a mesma impõe e ficam ausentes da força de vontade para seguir em frente. E pior, serão eles os primeiros a desejar o seu fracasso, pois estão cobertos pelos sentimentos da inveja e cobiça.

Portanto, penso que somos sujeitos de nossos próprios atos e por isso, devemos batalhar pelo caminho que desejamos traçar, superando toda e qualquer barreira que a vida (ou até mesmo outras pessoas) nos infligi. Assim como dito no primeiro parágrafo, devemos ter a nobreza de recolher todas as pedras impostas pela vida para que, crescendo cada vez mais, possamos construir nosso próprio castelo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

DIA 1º DE SETEMBRO

A partir do ano de 2007, o mês de Setembro ganhou imensa representação em minha vida, pois ao nascer do seu 1º dia, o profissional de Educação Física ganha mais uma homenagem, a partir de esforços concretizados na promulgação da lei nº 9696/98, instituindo a profissão aqui relatada. E é bem verdade que após lograr 10 anos de idade, um novo ideal deve ser firmado e devemos, como profissionais do curso de educação física (Aqui mostro minha repugnação pela palavra “educador físico”) nos responsabilizar por nossas eferentes funções. Assim, mostro minha inteira felicidade e contemplo a todos os profissionais da área com efusivos PARABÉNS, mas não sejamos hipócritas ao ponto de achar que está tudo às mil maravilhas. Devemos pensar nesses 10 anos, como um tempo de lutas por direitos e deveres, tomando assim, o impulso por nossos verdadeiros ideais e lutando contra os falsos profissionais




Post Scriptum1: Peço desculpas pela demora na publicação de um novo texto, pois encontro-me num momento de aperreios cotidianos. Mas não me farei demorado em colocar novos posts

Post Scriptum2: O texto é pequeno mesmo, mas o que importa é a essência de minhas intenções ideológicas.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Homenagem diletante

No átimo de um novo pôr do sol
Nasce um dia meramente normal
E, contrário ao que parece,
Torna-se indistintamente especial

Como na plenitude de um gesto,
Numa significância quase modal
A união entre duas epidermes
Fornece um contato primordial

Não se trata de algo sublime,
Nem se quer de algo banal,
Como num perfeito timbre,
A voz profetiza uma sílaba inicial (PA)

Tratar-se-á de uma simples palavra
Num murmúrio quase inexaurível
Que de tanto proferir encômios
Transforma-se em algo inesquecível

E mesmo após a demora primaveral,
Numa angústia ausente de reféns,
A espera sempre vale à pena
Depois de um singelo PARABÉNS.



Post Scriptum 1: Texto produzido em homenagem a dois grandes amigos (Bia e Yuri).

Post Scriptum 2: Não sou muito bom em poesias, mas tentei fazer o que pude para discorrer essa homenagem.

sábado, 26 de julho de 2008

As riquezas da vida (parte II)

... Ao tentar me acostumar aos horários das férias, tive o cabimento de nem me ater a novos textos para o blog. Então, num rápido momento sináptico de minha mente (Isso pode ser muito feio de ler, mas foi algo instantâneo), consegui me lembrar que ainda existem textos pendentes. É verdade! Se você ainda não se cansou de ler meus indigestos textos, prepare-se para o teste de fogo.

Ao reler as explanações recorrentes ao blog, lembrei de instaurar e recordar dos momentos de ensino médio na escola, que, aliás, foram tempos de incríveis felicidades. De certa forma, eram simples e proveitosos. Lembro dos grupinhos, das “resenhas” do fim de semana passado e dos aperreados dias de estudo antes das provas. A vida parecia tão angustiante, já que nos achávamos os adultos de responsabilidade que já conseguiam cuidar do próprio nariz. ERRADO! Éramos apenas pobres adolescentes que queriam se integrar aos verdadeiros caminhos da vida.

A adolescência é um período muito conturbado e que exige certas atitudes que serão importantes para o nosso futuro. O adolescente tende a se achar o Rei do Mundo e quase sempre esquece que não manda nem em casa. Sempre quer ser diferente, mas acaba na mesmice da sociedade. Felizmente, essas características são pertinentes a todos aqueles que já passaram ou ainda vão passar por essa fase. (Não pensem que eu sou um profundo critico da adolescência. Apenas gosto de expor tudo aquilo que vivenciei e que ainda vivencio).

Porém, assim como todas as peculiaridades da vida, também existem os pontos positivos de ser adolescente: Conquistar as verdadeiras amizades que perduram para sempre, aprender aos poucos a irrealidade da vida e, sobretudo, saber aproveitar os momentos mais exorbitantes. (Esse é o momento para você refletir se realmente participa desses prognósticos positivos e negativos)

Atualmente eu tento recuperar os momentos mais produtivos da minha adolescência e com certa alegria posso então dizer: Não aproveitei tudo que a vida me impôs, mas o pouco que me dediquei foi o bastante para me mostrar o quanto foi produtivo. MAS... Será que todos se contentam com o que tem? Infelizmente não. Muitos tentam ultrapassar os limites de sua vida; reclamam do que não tem e até do que tem; e forçam sua adolescência a entrar no caminho da perdição. (Não pense que falo isso da boca pra fora. Estou transcorrendo aquilo que vi com meus próprios olhos). Prefiro não me ater muito a esse assunto, já que estou apto a falar de boas recordações e, como um blogueiro determinado, tentar discernir assuntos pertinentes a bons momentos de nossa memória.

Portanto, sempre é bom lembrar que existe um momento da nossa vida propicio as novas experiências, que, mesmo com tantas conturbações, exemplificam o verdadeiro valor da felicidade. Aproveitar a adolescência não é simplesmente sair com os amigos e se embriagar, mas curtir cada instante com toda a força possível e, a partir de então, gritar com alegria: Aproveitei os melhores momentos da minha vida!

Tente não se prender aos vícios da juventude, mas procure superar tudo àquilo que pensava ser impossível e assim, ter assunto suficiente para compartilhar com, pelo menos, trinta netos.



Post Scriptum: Acho que teremos histórias lindas para compartilhar com nossos futuros netos.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O tempo que nunca volta

Às vezes nos deparamos com situações que nos levam a questionar o verdadeiro significado do tempo. Ta certo que o homem pode quantificá-lo em segundos, minutos, dias, meses e por ai vai Mas do que vale isso para a nossa vida, já que muitas vezes aproveitamos um dia que deu a impressão de ter durado um mês inteiro? Então, começamos a nos questionar: Será que realmente sabemos dar valor ao tempo que Deus nos impõe? Será que somos capazes de fazer tudo aquilo que desejamos em um só dia? Pois eu respondo: Muitos não aproveitam se quer os segundos que passam por sua vida, pois acham que amanhã é o momento exato para tal. Todos os seus desejos ficam afogados e perdidos numa unidade de tempo que não existe e acredite, não podemos fazer tudo que desejamos em um único dia, mas podemos fazer desse dia, um momento único que vale por tudo.

Os jovens estão cada vez mais ocupados, achando que não possuem mais tempo suficiente, se iludindo e sufocando com compromissos inexistentes. Nunca possuem tempo para dizer um simples “eu te amo” a quem mais amam, mas para recriminá-los... Ai sim tem todo tempo do Mundo. Nunca possuem tempo para falar com Deus, mas para pedir ajuda nos momentos de dificuldade... Também existe todo tempo possível.

Poucos são aqueles que agarram fortemente a oportunidade de estar presente com todos que amam e dizer-lhes tudo que representam em sua vida, sabendo assim, valorizar os verdadeiros amigos, que tanto podem estar em casa, como fora dela. Estes podem ser considerados como jóias raras, que não têm medo de aproveitar intensamente cada segundo como se fosse o último de sua existência. Pois é! Lembre-se que existem pessoas que te amam e que fariam de tudo por você, até mesmo nos momentos mais difíceis de sua vida. Tente ser a jóia rara que sua família e seus amigos tanto precisam. Só assim você conseguirá aproveitar o tempo com elas e dará valor a cada instante que passar despercebido, mas que ficará gravado para sempre em sua memória.

Portanto, nunca perca o tempo de aproveitar os momentos mais preciosos, de valorizar aqueles que mais ama, e até perdoar aqueles que mais odeia. Não tenha vergonha de fazer aquilo que poucos fazem, mas sinta orgulho de fazer a coisa certa na hora certa. Amar ao próximo é amar a si mesmo, e aproveitar esse amor é conquistar o tempo que não volta jamais.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nunca desista de seus sonhos

Ultimamente mostro-me um pouco indisposto para escrever textos. Não sei se isso decorre de preguiça ou inspiração paupérrima para tal. Porém, decidi aproveitar minhas férias para fazer algo que não esteja limitado a rotina cama-televisão. Pensei em continuar os textos anteriores, mas percebi que ainda não está no momento de dedicar-me a isso, por isso resolvi, de certa forma, homenagear uma recente amiga minha (mesmo que ainda não sejamos tão próximos, acho que estou autorizado a proferir algo).

Tudo teve início quando descobri que, assim como eu, ela é uma grande fã de Augusto Cury. Se você conhece esse autor, não vá imaginando que somos pessoas depressivas que precisam de livros de auto-ajuda (Uma designação a qual sou totalmente contra) para poder aliviar os estresses do dia-a-dia. Não! Imagine que esse é o autor que com simples palavras, pode ajudá-lo a resignificar sua vida, e direcioná-lo a Mundos totalmente desconhecidos que podem lhe dar a esperança de um futuro próspero e de encontro a Deus.

Dentre os vários livros de Augusto Cury, me mantive mais presente em “Nunca desista de seus sonhos”. Sei que você terá a primária tentativa de rir desse título, mas nem pense em fazer isso, pois somente os tolos não conseguem reconhecer a importância dos sonhos para a sua vida. Segundo o próprio autor, os jovens da atual sociedade possuem muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, mas os sonhos são projetos de vida e sobrevivem ao caos.

Realmente, somos movidos a emoções baratas, que só fazem condizer com um projeto de vida paupérrimo e pouco estruturado. Pensamos apenas em viver intensamente e não conseguimos questionar o que realmente merecemos, alimentando nossa auto-estima com falsos alicerces baseados apenas em desejos momentâneos que nada significam para nossa estrutura de vida. Sonhar é aprender a viver, é acreditar que merecemos sempre mais, valendo-se de esforços que nos põe como uma máquina de conquistas merecidas.

Para se ter uma noção, sempre que passamos por momentos difíceis, acreditamos que nada vai dar certo e que não existem saídas para tal. Mas devemos lembrar que a presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência deles transforma milionários em mendigos. A presença dos sonhos também faz de idosos, jovens, e a sua ausência faz dos jovens, idosos.

Augusto Cury mostra ainda, a história da criança e do sábio, que retrata bem a dimensão dos sonhos. Nela, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: “Que tamanho tem o Universo?” Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: “O Universo tem o tamanho do seu Mundo”. Então, de certa forma perturbada, ela novamente indagou: “Que tamanho tem o meu Mundo?” O pensador respondeu: “Tem o tamanho dos seus sonhos”.

Dessa forma, acredito ser necessário que todos possuam sonhos e que, a partir deles, lutem pelos ideais de suas vidas, de seu Mundo interno, fazendo valer a pena tudo aquilo que batalharam. Sonhar não é pensar de forma iludível, é preparar-se para uma batalha real; sonhar não é tropeçar no meio do caminho, mas entender que os tropeços são eixos de ligação que te incentivam a seguir em frente; sonhar não é um refúgio para uma realidade abstrata (irreal) que te faz sentir melhor (que, aliás, posso incitar que isso é mais um desejo do que um sonho), mas o caminho que você escolheu para seguir em frente.

Não tenha medo de sonhar, trace os seus objetivos, faça da sua vida uma busca iminente pela realização de sonhos. Aliás, existe uma frase pela qual não recordo o autor, mas que diz: Mire os seus objetivos (que são parecidos com os sonhos, mas não são iguais necessariamente) para a lua. Ainda que erre o alvo, estará entre as estrelas. Realmente, traçar os objetivos é algo muito importante na vida de qualquer Ser humano, mas sonhar é fazer com que esses objetivos realmente ganhem um significado de existência.

Portanto, é a através dos sonhos que podemos intensificar a nossa vida e fazer dela um verdadeiro significado. Não temas os empecilhos que estarão no meio do caminho, pois o sonho é um removedor de pedras sombrias, e não seja incrédulo para achar que nada dará certo, pois sonhar é sentir a presença de Deus intensamente. Deixo aqui uma única frase para você refletir melhor a sua vida: NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS!

sábado, 14 de junho de 2008

As riquezas da vida (parte I)

Antes de tudo, gostaria de explicar que esse texto será uma tentativa de complementar as idéias da minha última explanação, já que consegui achar o provérbio chinês que havia esquecido (não pensem que esse blog vai virar um espaço para provérbios chineses):

“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”

Pretendo transcrever três textos sobre esse provérbio, já que tive algumas idéias que, para mim, são assuntos indiscutíveis na vida de qualquer pessoa (principalmente para os estudantes). O primeiro texto será descrito abaixo e os outros dois, nos dias em que eu tiver disposição para fazê-los (e pegue tempo viu!).

Primeiramente, devemos parar de interpretar o futuro como uma simples mera tentativa de terminar algo que não foi feito no passado. Muitas pessoas acham que o dia de amanhã é uma certeza concreta e deixam pra fazer tudo no último momento. Segundo o provérbio, a oportunidade perdida é algo que nunca volta atrás, mas que para mim, pode merecer uma segunda chance.

Então paro para refletir que esse provérbio tem uma razão extremamente sábia, elucidando metáforas que servem como uma lição de vida, pois devemos aproveitar o momento presente e nada mais que isso. Mas acho que possuo o direito de expandir um pouco esse provérbio para uma idéia mais pessoal. A de que existem três coisas na vida (escolar) que nunca voltam atrás: A infância, a adolescência e o PRÉ.

Destino-me, a partir de então, a proferir um pouco sobre a infância, que é um período tão importante para a nossa vida, mas que quase ninguém consegue dar o verdadeiro valor que ela merece.

Quem não lembra dos momentos em que era livre para postular suas próprias idéias sem que os outros pudessem criticá-la? (se é que eles entendiam) Ou dos momentos em que era livre para fazer o que queria sem se preocupar com o futuro ou com os problemas do mundo? Ser criança é ter a pureza de que tudo no Mundo é perfeito e que nunca existe injustiça.

Ser criança é sempre estar feliz, mesmo nos momentos mais conturbados e intranqüilos. Quem não lembra quando levava uma bela surra dos pais e alguns minutos depois já acreditava novamente que eles eram seus heróis.

É difícil entender que, quanto mais crescemos, menos aproveitamos à vida. No período da infância, tudo era motivo para brincadeira, desde um simples inseto até um brinquedo super moderno. Além disso, torna-se bastante importante destacar os momentos da escola, a bajulação às titias, os colegas de sala que mais tarde iriam se separar, mas que deixavam um sentimento de amizade verdadeira, além da descoberta do mundo das palavras e da linguagem. Nesse período éramos livres para fazer tudo que podíamos e até mesmo o que não podíamos.

Porém, a infância não é só um Mundo de flores, pois devemos lembrar que também existem pontos bastante negativos. Nesse período somos muito sensíveis e frágeis a qualquer perturbação do meio externo, principalmente da família. Pais que batem nas mães ou que estão separados, professores que exploram seus alunos, e até mesmo irmãos mais velhos que são bastante injustos podem criar feridas que dificilmente serão cicatrizadas. Essas situações geram um conflito na criança que a fazem perder todas as suas boas características e às vezes, a fazem passar por um processo de crescimento acelerado.

Portanto, devemos lembrar que um dos momentos mais felizes de nossa vida ocorreu no período da infância, mesmo que, com toda e qualquer adversidade. Possuíamos a ingenuidade de viver uma vida fictícia de muitas felicidades e, se hoje pudéssemos aproveitar a vida da mesma forma de quando éramos criança, acho que seríamos eternamente gratos a Deus.

Não somos mais crianças, mas acho que a maior riqueza desse período é lembrar que passamos por ele da melhor forma possível, aproveitando cada segundo como se fosse uma vida inteira.




Post Scriptum 1: Não tenha medo de voltar a ser criança e aproveite cada segundo da sua vida

domingo, 8 de junho de 2008

Em busca da felicidade

Em decorrência dos boatos sobre esse blog, resolvi fazer um texto o mais rápido possível. Perdoem-me os meus leitores se esse texto não for tão bom como esperam, mas a pressa é a inimiga da perfeição.

Faz umas duas semanas que entrei em um outro blog e li um ditado chinês pelo qual não recordo mais e não consigo achar no momento. Porém, aquela pequena frase me fez refletir bastante e então, tive a iniciativa de procurar outro ditado daqueles que possuem os olhos puxadinhos (foi a única forma que encontrei de não repetir a palavra chinês).

"Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; por um dia, vá pescar; por um mês, case-se; por um ano, herde uma fortuna; pela vida inteira, ajude os outros."

No presente momento, tenho uma conflituosa sensação de que algumas pessoas irão rir da minha cara durante a semana, mas se fiz o blog, agora tenho que me expor. Ao ler a frase acima, me perguntei qual o seu real sentido, já que nem todos conseguirão ser plenamente felizes pescando por um dia não é? Mas lembrei de uma aula que tive, onde a professora dizia: Analise o todo para depois fragmenta-lo em partes singulares, que servirão como uma base para suas conclusões. Eu sei que isso é uma viagem, mas acho que com umas cinco leituras vocês entenderão o que eu demorei quase um ano.

Enfim, devemos tirar de lição que a procura pela felicidade está na felicidade do próximo. Tente fazer sua parte perante seus amigos, ajude-os nos momentos de dificuldade, pois o verdadeiro amigo é aquele que está do seu lado nos momentos mais conflituosos. Mesmo que você não receba recompensas imediatas por um ato amigável, lembre-se que um único gesto pode ser responsável pelo prazer de uma vida.

A partir desse ditado pude concluir que existem dois tipos de felicidade: A lacônica e a plena. A primeira refere-se a algo breve, supérfluo, que propõe um prazer instantâneo. Ou seja, a felicidade de uma soneca, de uma pesca, de um casamento (aqui faço uma exceção para casais bem sucedidos) ou de uma fortuna pode produzir claramente prazer, mas que não vai durar a vida toda, apenas servindo como uma falsa capa que nos encobre e nos faz pensar que somos felizes. Será que realmente somos felizes nessas situações? Será que não são desejos que temos e que, quando são realizados não possuem mais sentido?

A segunda felicidade, denominada plena, é aquela que sentimos satisfação e prazer a longo prazo. Quando ajudamos ao próximo sem pedir nada em troca, estamos conferindo felicidade sem nem perceber. Acho que não existe nada mais gratificante do que receber um sorriso e ouvir um obrigado por uma ação insignificante para nós, mas bastante complexa para o outro.

Portanto, tente ajudar o seu próximo, mesmo que não haja uma gratificação imediata, mas sim, um contentamento que será lembrado para sempre. Às vezes devemos ser felizes por uma hora, por um dia, por um mês ou por um ano, mas não devemos esquecer que a verdadeira felicidade está numa vida inteira.