sábado, 14 de junho de 2008

As riquezas da vida (parte I)

Antes de tudo, gostaria de explicar que esse texto será uma tentativa de complementar as idéias da minha última explanação, já que consegui achar o provérbio chinês que havia esquecido (não pensem que esse blog vai virar um espaço para provérbios chineses):

“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”

Pretendo transcrever três textos sobre esse provérbio, já que tive algumas idéias que, para mim, são assuntos indiscutíveis na vida de qualquer pessoa (principalmente para os estudantes). O primeiro texto será descrito abaixo e os outros dois, nos dias em que eu tiver disposição para fazê-los (e pegue tempo viu!).

Primeiramente, devemos parar de interpretar o futuro como uma simples mera tentativa de terminar algo que não foi feito no passado. Muitas pessoas acham que o dia de amanhã é uma certeza concreta e deixam pra fazer tudo no último momento. Segundo o provérbio, a oportunidade perdida é algo que nunca volta atrás, mas que para mim, pode merecer uma segunda chance.

Então paro para refletir que esse provérbio tem uma razão extremamente sábia, elucidando metáforas que servem como uma lição de vida, pois devemos aproveitar o momento presente e nada mais que isso. Mas acho que possuo o direito de expandir um pouco esse provérbio para uma idéia mais pessoal. A de que existem três coisas na vida (escolar) que nunca voltam atrás: A infância, a adolescência e o PRÉ.

Destino-me, a partir de então, a proferir um pouco sobre a infância, que é um período tão importante para a nossa vida, mas que quase ninguém consegue dar o verdadeiro valor que ela merece.

Quem não lembra dos momentos em que era livre para postular suas próprias idéias sem que os outros pudessem criticá-la? (se é que eles entendiam) Ou dos momentos em que era livre para fazer o que queria sem se preocupar com o futuro ou com os problemas do mundo? Ser criança é ter a pureza de que tudo no Mundo é perfeito e que nunca existe injustiça.

Ser criança é sempre estar feliz, mesmo nos momentos mais conturbados e intranqüilos. Quem não lembra quando levava uma bela surra dos pais e alguns minutos depois já acreditava novamente que eles eram seus heróis.

É difícil entender que, quanto mais crescemos, menos aproveitamos à vida. No período da infância, tudo era motivo para brincadeira, desde um simples inseto até um brinquedo super moderno. Além disso, torna-se bastante importante destacar os momentos da escola, a bajulação às titias, os colegas de sala que mais tarde iriam se separar, mas que deixavam um sentimento de amizade verdadeira, além da descoberta do mundo das palavras e da linguagem. Nesse período éramos livres para fazer tudo que podíamos e até mesmo o que não podíamos.

Porém, a infância não é só um Mundo de flores, pois devemos lembrar que também existem pontos bastante negativos. Nesse período somos muito sensíveis e frágeis a qualquer perturbação do meio externo, principalmente da família. Pais que batem nas mães ou que estão separados, professores que exploram seus alunos, e até mesmo irmãos mais velhos que são bastante injustos podem criar feridas que dificilmente serão cicatrizadas. Essas situações geram um conflito na criança que a fazem perder todas as suas boas características e às vezes, a fazem passar por um processo de crescimento acelerado.

Portanto, devemos lembrar que um dos momentos mais felizes de nossa vida ocorreu no período da infância, mesmo que, com toda e qualquer adversidade. Possuíamos a ingenuidade de viver uma vida fictícia de muitas felicidades e, se hoje pudéssemos aproveitar a vida da mesma forma de quando éramos criança, acho que seríamos eternamente gratos a Deus.

Não somos mais crianças, mas acho que a maior riqueza desse período é lembrar que passamos por ele da melhor forma possível, aproveitando cada segundo como se fosse uma vida inteira.




Post Scriptum 1: Não tenha medo de voltar a ser criança e aproveite cada segundo da sua vida

domingo, 8 de junho de 2008

Em busca da felicidade

Em decorrência dos boatos sobre esse blog, resolvi fazer um texto o mais rápido possível. Perdoem-me os meus leitores se esse texto não for tão bom como esperam, mas a pressa é a inimiga da perfeição.

Faz umas duas semanas que entrei em um outro blog e li um ditado chinês pelo qual não recordo mais e não consigo achar no momento. Porém, aquela pequena frase me fez refletir bastante e então, tive a iniciativa de procurar outro ditado daqueles que possuem os olhos puxadinhos (foi a única forma que encontrei de não repetir a palavra chinês).

"Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; por um dia, vá pescar; por um mês, case-se; por um ano, herde uma fortuna; pela vida inteira, ajude os outros."

No presente momento, tenho uma conflituosa sensação de que algumas pessoas irão rir da minha cara durante a semana, mas se fiz o blog, agora tenho que me expor. Ao ler a frase acima, me perguntei qual o seu real sentido, já que nem todos conseguirão ser plenamente felizes pescando por um dia não é? Mas lembrei de uma aula que tive, onde a professora dizia: Analise o todo para depois fragmenta-lo em partes singulares, que servirão como uma base para suas conclusões. Eu sei que isso é uma viagem, mas acho que com umas cinco leituras vocês entenderão o que eu demorei quase um ano.

Enfim, devemos tirar de lição que a procura pela felicidade está na felicidade do próximo. Tente fazer sua parte perante seus amigos, ajude-os nos momentos de dificuldade, pois o verdadeiro amigo é aquele que está do seu lado nos momentos mais conflituosos. Mesmo que você não receba recompensas imediatas por um ato amigável, lembre-se que um único gesto pode ser responsável pelo prazer de uma vida.

A partir desse ditado pude concluir que existem dois tipos de felicidade: A lacônica e a plena. A primeira refere-se a algo breve, supérfluo, que propõe um prazer instantâneo. Ou seja, a felicidade de uma soneca, de uma pesca, de um casamento (aqui faço uma exceção para casais bem sucedidos) ou de uma fortuna pode produzir claramente prazer, mas que não vai durar a vida toda, apenas servindo como uma falsa capa que nos encobre e nos faz pensar que somos felizes. Será que realmente somos felizes nessas situações? Será que não são desejos que temos e que, quando são realizados não possuem mais sentido?

A segunda felicidade, denominada plena, é aquela que sentimos satisfação e prazer a longo prazo. Quando ajudamos ao próximo sem pedir nada em troca, estamos conferindo felicidade sem nem perceber. Acho que não existe nada mais gratificante do que receber um sorriso e ouvir um obrigado por uma ação insignificante para nós, mas bastante complexa para o outro.

Portanto, tente ajudar o seu próximo, mesmo que não haja uma gratificação imediata, mas sim, um contentamento que será lembrado para sempre. Às vezes devemos ser felizes por uma hora, por um dia, por um mês ou por um ano, mas não devemos esquecer que a verdadeira felicidade está numa vida inteira.