Antes de tudo, gostaria de explicar que esse texto será uma tentativa de complementar as idéias da minha última explanação, já que consegui achar o provérbio chinês que havia esquecido (não pensem que esse blog vai virar um espaço para provérbios chineses):
“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”
Pretendo transcrever três textos sobre esse provérbio, já que tive algumas idéias que, para mim, são assuntos indiscutíveis na vida de qualquer pessoa (principalmente para os estudantes). O primeiro texto será descrito abaixo e os outros dois, nos dias em que eu tiver disposição para fazê-los (e pegue tempo viu!).
Primeiramente, devemos parar de interpretar o futuro como uma simples mera tentativa de terminar algo que não foi feito no passado. Muitas pessoas acham que o dia de amanhã é uma certeza concreta e deixam pra fazer tudo no último momento. Segundo o provérbio, a oportunidade perdida é algo que nunca volta atrás, mas que para mim, pode merecer uma segunda chance.
Então paro para refletir que esse provérbio tem uma razão extremamente sábia, elucidando metáforas que servem como uma lição de vida, pois devemos aproveitar o momento presente e nada mais que isso. Mas acho que possuo o direito de expandir um pouco esse provérbio para uma idéia mais pessoal. A de que existem três coisas na vida (escolar) que nunca voltam atrás: A infância, a adolescência e o PRÉ.
Destino-me, a partir de então, a proferir um pouco sobre a infância, que é um período tão importante para a nossa vida, mas que quase ninguém consegue dar o verdadeiro valor que ela merece.
Quem não lembra dos momentos em que era livre para postular suas próprias idéias sem que os outros pudessem criticá-la? (se é que eles entendiam) Ou dos momentos em que era livre para fazer o que queria sem se preocupar com o futuro ou com os problemas do mundo? Ser criança é ter a pureza de que tudo no Mundo é perfeito e que nunca existe injustiça.
Ser criança é sempre estar feliz, mesmo nos momentos mais conturbados e intranqüilos. Quem não lembra quando levava uma bela surra dos pais e alguns minutos depois já acreditava novamente que eles eram seus heróis.
É difícil entender que, quanto mais crescemos, menos aproveitamos à vida. No período da infância, tudo era motivo para brincadeira, desde um simples inseto até um brinquedo super moderno. Além disso, torna-se bastante importante destacar os momentos da escola, a bajulação às titias, os colegas de sala que mais tarde iriam se separar, mas que deixavam um sentimento de amizade verdadeira, além da descoberta do mundo das palavras e da linguagem. Nesse período éramos livres para fazer tudo que podíamos e até mesmo o que não podíamos.
Porém, a infância não é só um Mundo de flores, pois devemos lembrar que também existem pontos bastante negativos. Nesse período somos muito sensíveis e frágeis a qualquer perturbação do meio externo, principalmente da família. Pais que batem nas mães ou que estão separados, professores que exploram seus alunos, e até mesmo irmãos mais velhos que são bastante injustos podem criar feridas que dificilmente serão cicatrizadas. Essas situações geram um conflito na criança que a fazem perder todas as suas boas características e às vezes, a fazem passar por um processo de crescimento acelerado.
Portanto, devemos lembrar que um dos momentos mais felizes de nossa vida ocorreu no período da infância, mesmo que, com toda e qualquer adversidade. Possuíamos a ingenuidade de viver uma vida fictícia de muitas felicidades e, se hoje pudéssemos aproveitar a vida da mesma forma de quando éramos criança, acho que seríamos eternamente gratos a Deus.
Não somos mais crianças, mas acho que a maior riqueza desse período é lembrar que passamos por ele da melhor forma possível, aproveitando cada segundo como se fosse uma vida inteira.
Post Scriptum 1: Não tenha medo de voltar a ser criança e aproveite cada segundo da sua vida