Nada estava além de suas convicções. Todos os seus pensamentos se voltavam para um único fim: O amor de Deus. Era jovem, complexo em pensamentos, porém crente de que tudo se voltava para um único caminho. Não aquele caminho escuro, estreito e persuasivo, que sempre lhe fazia desejar pelo “a mais”, mas o caminho da claridade, da luz, que sempre lhe confortava e regozijava suas ânsias.
Sempre cercado de verdades e mentiras, vivia a vida, sentia o calor dos raios solares, entoava a brisa que tocava toda sua marca tecidual e, acima de tudo, soprava os bons ventos que vinham das perspectivas de suas idéias. Claro que é estranho aos seus ouvidos (ou seus olhos) caro leitor. Pode até ser indelével de qualquer questionamento, ou pouco persuasivo a qualquer especialista, mas nada pode impedir a exposição da felicidade de um idealista, um Ser tão humano quanto você.
E assim vem a questão: Hoje pode ser seu dia, mas será que amanhã você ainda o terá?
Para ele todo dia era dia, mesmo nos momentos de loucura ou doce aflição. Era comum ouvir aquele velho papo furado do viver o amanhã, mas nada fazia-lhe perder o hoje, o presente. E de algo tinha certeza: Foi Deus que lhe presenteou com o dom da felicidade. Foi seu Senhor que lhe ofereceu papel e caneta para escrever o livro da ousadia, do mistério da vida. E que não se confunda a ousadia com o ousado, pois seus sentimentos não eram ousados, mas pautados por uma ousadia impar, marcada pela sabedoria.
E para tanto, o devaneio de suas perspectivas só lhe davam força para seguir sempre em frente, tendo em mente que sua fé era ferramenta essencial para sua existência, pois assim, nada poderia despertar dúvida em seus ideais. E assim vos peço como tal qual lhe cabe, a infame ousadia de buscar a fé, seja ela possível ou não aos seus legados, pois só assim é que perceberás que nada estará além de suas convicções.
Post Scriptium: Nada acima de Deus, é só o que ele vos pede.