domingo, 18 de maio de 2008

Uma lição de vida

Hoje estou disposto a fazer um texto que esteja fora dos objetivos desse blog. Não sei, já me disseram até que ele estava totalmente formal (num é Mari??kkkkk). Preocuparei-me em não me ater muito a palavras muito especificas e nem me apropriar de subjetivações baratas (calma gente, essa frase é só pra tirar onda), mas de certezas comum a todos.

Fiquei muito intrigado com o último texto que fiz, pois sempre fico na idéia negativa de que está ilegível e ninguém entendeu a reflexão que eu queria passar, mas não há problema, irei tentar me redimir aos poucos quanto a isso.

No dia 04 de Maio de 2008, o Fantástico apresentou a aula de Randy Pausch, professor de Ciência da computação nos EUA. Num era uma aula qualquer, já que o mesmo apresentava um tipo de câncer no pâncreas e os médicos lhe disseram que havia pouco tempo de vida. Pausch disse assim que deu inicio a sua última aula duas coisas que comoveu bastante o seu público. Primeiramente, ele afirmou que se fosse um pintor faria seu último quadro, se fosse um músico, iria compor uma última música, mas como era professor, faria uma última aula. Além disso, avisou a seus alunos que não esperassem lições sobre como enfrentar a morte. A lição era sobre a vida.

Nessa época eu nem imaginava em fazer um blog, mas quando o fiz, foi a primeira coisa que eu pensei. É bastante comum, e próprio do Ser humano, se preocupar com a vida, mas como agir diante de uma situação em que sua morte está marcada? Garanto que muitos não teriam a mesma coragem que esse professor e paro para pensar se eu teria também essa capacidade. Penso que é num momento como esse que devemos nos preocupar com o amanha e cultivar tudo aquilo que construímos perante nossa vida, pois a construção de uma história demora muito tempo para ser modelada, mas poucos segundos para ser destruída.

Perceba o Mundo e as pessoas que estão à sua volta e faça uma auto-avaliação: Será que eu mereço o que tenho ou ainda preciso conquistar muita coisa? Será que eu aproveito minhas amizades da forma adequada? Será que meu tempo é bem distribuído para a formação de meus conceitos? Essas perguntas, que muitos deixam para o amanhã, são de enorme importância. Lembre-se sempre que o amanhã pode não existir e ai vai ser tarde de mais para se redimir de todos os seus erros.

Dar uma última aula significa mostrar seus valores pela última vez, significa convencer a si mesmo de que fez a sua parte perante suas ideologias e seus pensamentos. Mesmo que uma vida seja ou torne-se tão curta, muitas podem ser as contribuições para o Mundo. Existem vários exemplos de pessoas que viveram pouco para contar sua história de vida, mas que deixaram imensas contribuições para sua espécie. Tente fazer a sua própria história sem se preocupar com o amanhã, pois só assim você estará apresentando uma última aula para os alunos de sua vida.





Post Scriptum: A matéria completa está no site: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1680122-4005-823462-0-04052008,00.html

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Uma realidade abstrata

Isadora é uma bela garota de 9 anos que sempre apresentou uma ótima saúde e demonstrou bastante normalidade perante seu Universo social. É daquelas que não perde tempo para praticar educação física com suas amigas, e quando se trata de uma boa pelada de vôlei (vulgarmente conhecida como 7 cortes), o corpo já fica mais exaltado e ansioso. Como havia de se esperar (não sei se alguém também deduziu isso), aos 11 anos ela já integrava a equipe de Vôlei do seu colégio, onde todos, de forma grosseira, mas com um teor de brincadeira, intitulavam-na de mini-Virna.

Entretanto, como em toda bela história surreal, ou até mesmo nas novelas mexicanas (aqui paro para frisar que deveria ter colocado o nome da personagem de Maria), sempre deve haver uma mistura de sofrimento e exagero melodramático. Pois é, durante um lindo dia de chuva, justamente no treino de Voleibol, Isadora sente uma pequena dor no seu joelho após uma sensacional cortada. Sem avisar nada a seu treinador, a menina sai correndo para casa com certo grau de preocupação aliada a uma exacerbada angústia e, como de costume, conta todos os chocantes acontecimentos à sua mãe (o que chamo de pseudodramatização que todo jovem faz perante seus pais) e lhe pergunta:

- Mãe, o que eu devo fazer?

Uma pessoa de posição centrada e sensata levaria a filha para o médico ou tiraria a dúvida com o professor. Mas, como estamos no Brasil, a mãe de Isadora a proíbe deliberadamente de praticar seu esporte favorito, pois tinha uma clara certeza de que o alto impacto no movimento das cortadas havia propiciado a “suposta contusão. Dessa forma, a menina passou a nada praticar, pois não sentia prazer em fazer outro exercício que não o vôlei.

Outrora, passados dois anos (não percam as contas, a menina já está com 13), tornava-se espantoso se deparar com uma Isadora que havia engordado bastante. Aquela que possuía grande fama entre os colegas, agora se depara com um isolamento fora do normal, já que não queria sair com ninguém por sentir vergonha de seu próprio corpo. Aos poucos, a situação de estar solitária em casa ou na escola propiciava a formação de uma jaula interna, que prendia totalmente os ideais e as qualidades de Isadora, pois a menina só conseguia enxergar os pontos mais negativos de sua própria escultura, associado às novas brincadeiras e apelidos de mau-gosto que seus colegas criaram a seu respeito.

Após anos de angústia e dor, nossa incrível jovem chegou a um ponto em que não agüentava mais sua vida e, após sucessivas depressões sem cura, se joga do prédio em que mora. Mas como aquilo era possível? Como uma menina tão jovem chegou a um ponto tão extremo?

Felizmente, a vida deu uma nova chance à Isadora e dois meses depois ela já se encontrava recuperada em sua casa.

Procurando entender o problema, sua mãe a leva para um psiquiatra que logo identificou a situação de uma forma simples. Disse ele:

- Isadora sofreu um trauma causado por sua exclusão social perante a rejeição de seu corpo.

Após a leitura dessa história, gostaria de pronunciar-me que a causa principal do acontecimento ocorreu devido a um processo pelo qual chamamos de incompreensão adolescente pelos adultos. No momento em que a mãe de Isadora impossibilita a filha de praticar exercício, favorece uma rápida aceleração do desenvolvimento das características presentes apenas na fase de adolescência que, no caso da mulher, pode ocorres um rápido aumento de gordura (como mostrado no texto).

A história pode ser muito troncha, ou quem sabe exagerada, mas infelizmente é a representação de uma realidade atual, onde todos querem deduzir algo pelo qual não foram instruídos (a mãe). Além da exclusão social de um grupo que tenta ditar a perfeição de um corpo que não pode existir (olha ai a falta de eloqüência sócio-cultural! kkkkk).

A partir disso, gostaria de esclarecer que meu objetivo não é querer aparecer ou contar histórias horríveis, mas possibilitar uma reflexão de como é o Mundo em que vivemos. Pense bem nisso.





Post Scriptum 1:
Se Isadora tivesse lido meu blog não teria passado por isso,hehehehe.

Post Scriptum 2: Tentarei me esforçar ao máximo para fazer um texto mais simples, sem minhas idéias revoltosas.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A dúvida pela vida

Hoje me deparei com uma terrível dúvida: Que assunto retratar no primeiro texto formal desse blog? (O primeiro texto foi apenas uma apresentação, na qual penso ser apenas informalidade de protocolo). Então pensei... pensei... parei ...repensei e finalmente não cheguei a lugar algum. É interessante como o Ser Humano às vezes possui certa preguiça em pensar, mesmo sabendo que possui esse direito e é um dever próprio a todos. Enfim, lembro que me encontrava distraído em algum lugar e de repente, veio uma fisgada mental tão espontânea quanto uma entropia positiva (A relação foi horrível, mas é uma forma de estimular meu leitor a comprar um bom livro de química). Essa espontaneidade retratava o título do meu blog (Eloqüência sócio-corporal), que se verifica um tanto estranho para qualquer um, até mesmo para mim mesmo. Então pensei em retratá-lo de forma minuciosa e clara.

Primeiramente, não me pergunte de onde eu tirei esse titulo, apenas imagine que ele existe por algum motivo. Depois, se você verificar no seu mini-dicionário (o que eu duvido muito), verá que eloqüência é uma fala persuasiva ou comovente. Mas o que será algo sócio-corporal?

A palavra pode não existir, mas eu a invetei e suponho que agora ela será inserida na gramática imaginária de cada leitor e, para os mais curiosos, significa basicamente as intervenções que a nossa sociedade expõe sobre um corpo que deve estar em justaposição com a perfeição. Se você vê alguém com um peso a mais, já sai dizendo: “Mas que bicho gordo!”. E é justamente dessa situação que eu estou falando, onde cada um deve encarar a sua realidade e entender que desde então devemos encarar o Mundo com outros olhos (Até hoje tento fazer isso).

O corpo pode apresentar-se como sujeito ou objeto de nossas ações. Caso ele imponha seus movimentos sobre o meio, será sujeito; caso seja coagido e dominado, será objeto. É obrigação sua pensar em qual dessas duas realidades você se insere e, a partir de então, observar como o Mundo te vê. Invista no movimento do seu corpo, produza saúde e particularmente, imponha suas vontades sobre a sociedade, lutando para que ninguém desmereça suas ações positivas. Existe uma expressão que diz que muitos vêem suas falhas, mas poucos percebem seus acertos. Sabe por quê? Porque nós somos condicionados a criticar, e não elogiar o próximo. Pense bem em suas condições de vida, use seu corpo e sua mente numa função singular e usufrua de suas possibilidades.

Portanto (mesmo que não tenham entendido tudo até aqui, aproveitem essa rápida síntese conclusiva), certifico que esse blog será aproveitado para debater os valores da sociedade perante a imagem humana e como devemos nos impor a todas as barreiras que estão diante do nosso caminho. Por isso, pense no seu corpo, pense no seu movimento... Acima de tudo, pense na sua vida.





Post Scriptum: Se você achou esse texto muito fora do comum, saiba que essa era minha intenção. Aos poucos você se acostuma.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Uma mera tentativa de começar

Era um dia meramente comum e lá estava eu a “futucar” (que palavra horrível!!! mas...fazer o quê?foi o que veio na hora) um novo orkut, adicionando assim, uma nova vítima à minha longa lista. Já estava bitolado e demasiadamente mecanizado a ligar o computador, digitar o login, transcrever a senha e fazer tudo que achava que era bom, mas que não me trazia futuro algum, apenas marcar uma nova cachaça para o fim de semana. Foi ai que percebi (no dito cujo do orkut,hehehehe) um link contendo o nome BLOG. O que seria aquilo? Algo legal de se ver ou mais uma idiotice do famoso amigo aqui explorado. Cara, se eu precisava ver alguma coisa interessante, aquele foi o momento, porque eu descobri um Mundo que não conhecia e nem conheceria em anos-luz (Ta certo que eu to exagerando), mas que agora estava no meu repertório de idéias.

Assim, comecei a ler outros blogs que achava interessante e percebi que todos podiam ter um blog, menos eu. Será que é algum tipo de preconceito com a minha pessoa ou eu que sofria de algum problema egocentrista? Preferi optar pela segunda questão, não por ser egocêntrico, mas por possui uma mistura de egocentrismo e revolta.

A partir de então, comecei a seguir os ideais do meu incentivador (se é que ele sabe disso) e passei a colocar um bom dicionário debaixo do braço, além de escutar todos os cd´s de Legião Urbana, que, aliás, tem me ajudado bastante. Nem sei se estou preparado para algo tão complexo como ter um blog (Pense num cara humilde?), mas depois que aprendi que escrever é tão bom como uma bela de uma cagada, justifico que, se todo mundo caga, então todo mundo deve possuir um blog.

Portanto, agora todos vão ter que aturar meus disparates, só pelo simples fato de minha revolta pós-juvenil.






Post Scriptum 1: Já não aguentava mais escutar as desgraças no Jornal Nacional e fazer o texto ao mesmo tempo.

Post Scriptum 2: Se você está lendo esta mensagem, é porque teve coragem o suficiente para ler o texto acima. Será que isso é bom?