sexta-feira, 16 de maio de 2008

Uma realidade abstrata

Isadora é uma bela garota de 9 anos que sempre apresentou uma ótima saúde e demonstrou bastante normalidade perante seu Universo social. É daquelas que não perde tempo para praticar educação física com suas amigas, e quando se trata de uma boa pelada de vôlei (vulgarmente conhecida como 7 cortes), o corpo já fica mais exaltado e ansioso. Como havia de se esperar (não sei se alguém também deduziu isso), aos 11 anos ela já integrava a equipe de Vôlei do seu colégio, onde todos, de forma grosseira, mas com um teor de brincadeira, intitulavam-na de mini-Virna.

Entretanto, como em toda bela história surreal, ou até mesmo nas novelas mexicanas (aqui paro para frisar que deveria ter colocado o nome da personagem de Maria), sempre deve haver uma mistura de sofrimento e exagero melodramático. Pois é, durante um lindo dia de chuva, justamente no treino de Voleibol, Isadora sente uma pequena dor no seu joelho após uma sensacional cortada. Sem avisar nada a seu treinador, a menina sai correndo para casa com certo grau de preocupação aliada a uma exacerbada angústia e, como de costume, conta todos os chocantes acontecimentos à sua mãe (o que chamo de pseudodramatização que todo jovem faz perante seus pais) e lhe pergunta:

- Mãe, o que eu devo fazer?

Uma pessoa de posição centrada e sensata levaria a filha para o médico ou tiraria a dúvida com o professor. Mas, como estamos no Brasil, a mãe de Isadora a proíbe deliberadamente de praticar seu esporte favorito, pois tinha uma clara certeza de que o alto impacto no movimento das cortadas havia propiciado a “suposta contusão. Dessa forma, a menina passou a nada praticar, pois não sentia prazer em fazer outro exercício que não o vôlei.

Outrora, passados dois anos (não percam as contas, a menina já está com 13), tornava-se espantoso se deparar com uma Isadora que havia engordado bastante. Aquela que possuía grande fama entre os colegas, agora se depara com um isolamento fora do normal, já que não queria sair com ninguém por sentir vergonha de seu próprio corpo. Aos poucos, a situação de estar solitária em casa ou na escola propiciava a formação de uma jaula interna, que prendia totalmente os ideais e as qualidades de Isadora, pois a menina só conseguia enxergar os pontos mais negativos de sua própria escultura, associado às novas brincadeiras e apelidos de mau-gosto que seus colegas criaram a seu respeito.

Após anos de angústia e dor, nossa incrível jovem chegou a um ponto em que não agüentava mais sua vida e, após sucessivas depressões sem cura, se joga do prédio em que mora. Mas como aquilo era possível? Como uma menina tão jovem chegou a um ponto tão extremo?

Felizmente, a vida deu uma nova chance à Isadora e dois meses depois ela já se encontrava recuperada em sua casa.

Procurando entender o problema, sua mãe a leva para um psiquiatra que logo identificou a situação de uma forma simples. Disse ele:

- Isadora sofreu um trauma causado por sua exclusão social perante a rejeição de seu corpo.

Após a leitura dessa história, gostaria de pronunciar-me que a causa principal do acontecimento ocorreu devido a um processo pelo qual chamamos de incompreensão adolescente pelos adultos. No momento em que a mãe de Isadora impossibilita a filha de praticar exercício, favorece uma rápida aceleração do desenvolvimento das características presentes apenas na fase de adolescência que, no caso da mulher, pode ocorres um rápido aumento de gordura (como mostrado no texto).

A história pode ser muito troncha, ou quem sabe exagerada, mas infelizmente é a representação de uma realidade atual, onde todos querem deduzir algo pelo qual não foram instruídos (a mãe). Além da exclusão social de um grupo que tenta ditar a perfeição de um corpo que não pode existir (olha ai a falta de eloqüência sócio-cultural! kkkkk).

A partir disso, gostaria de esclarecer que meu objetivo não é querer aparecer ou contar histórias horríveis, mas possibilitar uma reflexão de como é o Mundo em que vivemos. Pense bem nisso.





Post Scriptum 1:
Se Isadora tivesse lido meu blog não teria passado por isso,hehehehe.

Post Scriptum 2: Tentarei me esforçar ao máximo para fazer um texto mais simples, sem minhas idéias revoltosas.

3 comentários:

Unknown disse...

Tá indo bem, porém poderia variar nos temas tratados e não ficar só nessa Eloqüência.
Sobre o texto creio que tirou da aula do professor Paulo com algumas adaptações, agora quero ler um pouco sobre o corpo pós-juvenil.

Radamés Medeiros disse...

Finalmente você entrou no blog num é lilica??
Realmente eu fiz o texto a partir da história de Paulo, mas apenas a idéia central, porque o resto eu modifiquei totalmente.
E não se preocupe que eu mudarei os temas abordados, só estou esperando você me dizer o assunto que você ficou me devendo,kkkkkkkkk.

Unknown disse...

ehhhh, boe...

massa a estória trash de Isadora aí!!

mas cuidado pra não eloqüecer demais!!

hehe