quinta-feira, 15 de maio de 2008

A dúvida pela vida

Hoje me deparei com uma terrível dúvida: Que assunto retratar no primeiro texto formal desse blog? (O primeiro texto foi apenas uma apresentação, na qual penso ser apenas informalidade de protocolo). Então pensei... pensei... parei ...repensei e finalmente não cheguei a lugar algum. É interessante como o Ser Humano às vezes possui certa preguiça em pensar, mesmo sabendo que possui esse direito e é um dever próprio a todos. Enfim, lembro que me encontrava distraído em algum lugar e de repente, veio uma fisgada mental tão espontânea quanto uma entropia positiva (A relação foi horrível, mas é uma forma de estimular meu leitor a comprar um bom livro de química). Essa espontaneidade retratava o título do meu blog (Eloqüência sócio-corporal), que se verifica um tanto estranho para qualquer um, até mesmo para mim mesmo. Então pensei em retratá-lo de forma minuciosa e clara.

Primeiramente, não me pergunte de onde eu tirei esse titulo, apenas imagine que ele existe por algum motivo. Depois, se você verificar no seu mini-dicionário (o que eu duvido muito), verá que eloqüência é uma fala persuasiva ou comovente. Mas o que será algo sócio-corporal?

A palavra pode não existir, mas eu a invetei e suponho que agora ela será inserida na gramática imaginária de cada leitor e, para os mais curiosos, significa basicamente as intervenções que a nossa sociedade expõe sobre um corpo que deve estar em justaposição com a perfeição. Se você vê alguém com um peso a mais, já sai dizendo: “Mas que bicho gordo!”. E é justamente dessa situação que eu estou falando, onde cada um deve encarar a sua realidade e entender que desde então devemos encarar o Mundo com outros olhos (Até hoje tento fazer isso).

O corpo pode apresentar-se como sujeito ou objeto de nossas ações. Caso ele imponha seus movimentos sobre o meio, será sujeito; caso seja coagido e dominado, será objeto. É obrigação sua pensar em qual dessas duas realidades você se insere e, a partir de então, observar como o Mundo te vê. Invista no movimento do seu corpo, produza saúde e particularmente, imponha suas vontades sobre a sociedade, lutando para que ninguém desmereça suas ações positivas. Existe uma expressão que diz que muitos vêem suas falhas, mas poucos percebem seus acertos. Sabe por quê? Porque nós somos condicionados a criticar, e não elogiar o próximo. Pense bem em suas condições de vida, use seu corpo e sua mente numa função singular e usufrua de suas possibilidades.

Portanto (mesmo que não tenham entendido tudo até aqui, aproveitem essa rápida síntese conclusiva), certifico que esse blog será aproveitado para debater os valores da sociedade perante a imagem humana e como devemos nos impor a todas as barreiras que estão diante do nosso caminho. Por isso, pense no seu corpo, pense no seu movimento... Acima de tudo, pense na sua vida.





Post Scriptum: Se você achou esse texto muito fora do comum, saiba que essa era minha intenção. Aos poucos você se acostuma.

Nenhum comentário: