"Vejo a vida como uma constante caminhada dirigida para esse horizonte do homem completo, lutando contra tudo o que em nossa sociedade constitui uma barreira a essa caminhada. Espero sempre continuar em busca do conhecimento (a força do pensamento), procurando não esmorecer na luta pelos valores que defendo (a força da vontade)." (Karl Marx)
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Tchau, e obrigado!
Neste momento me sinto feliz por ainda estar a te presenciar.
Em geral, foste um ano bom, de novas perspectivas e audácias a mais.
Sentirei saudades, mas infelizmente tenho que me despedir.
Mas não ache que você irá embora para sempre, pois cada ano que passamos é uma parte de nossa vida que fica gravada na nossa mente e, mais ainda, no nosso coração.
No mais, se contente por ter sido o ano preferido; alegre-se por ter fujido da monotonicidade do passado; e convença-se por propiciar novos ideais para o futuro de teu dono.
Tu Podes ir embora, mas saibas que és parte de uma história.
Tchau, e obrigado!
domingo, 19 de dezembro de 2010
Cabotinagem
Muitos querem chamar atenção, poucos conseguem. Não é apenas querer ser inteligente nas conversas impróprias ou tirar a roupa para o Mundo todo ver. Não é se convencer das conquistas ou esconder as derrotas, mas acreditar que ninguém se sobressai. Do que adianta querer ter carros, dinheiro, mulheres ou até fama?
Indubitavelmente, busco apenas um Mundo em que a felicidade é o que rege as leis da natureza, onde a cabotinagem não se insere nos viveres e na aprendizagem. Um lugar em que os pássaros cantam livremente, sem a preocupação de agradar os ouvidos nossos. Um lugar onde todos são chamados de amigo, indistintamente pela cor ou raça, credo ou graça. Acima de tudo quero a paz, o amor, a alegria, e nada mais.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Qual é a sua resposta?
Estava eu a curtir meu momento de ociosidade, quando, instintivamente, deixei de lado o fone de ouvido a gritar as letras de “With a little help from my friends” e comecei a escutar a nova propaganda do Banco Itaú. E que, desde já, fique clara a ausência de intenção em se fazer qualquer tipo de propaganda, pois este blog me serve de inteira disposição para publicar minhas perspectivas, e não minhas opiniões publicitárias.
Porém, deixando de lado o discurso meramente correto, volto ao fio do pensamento...
As frases que semeavam as idéias pautadas naquela propaganda me intrigaram de uma forma interessante.
“Qual o papel de um banco numa sociedade de consumo que está descobrindo que o consumismo sem limites não vai levar a nada?
Um início que incita a atenção de qualquer um. Mas será que a sociedade está descobrindo os limites do consumismo, ou já sabe dessa realidade e não quer levá-la a sério? Pelo menos é o que a maioria faz: Se esconde no monte (ou no morrinho) de dinheiro que recebe (ou toma) para satisfazer os prazeres que são definidos por uma sociedade um tanto mesquinha.
“Como orientar as pessoas a usarem o dinheiro conscientemente, ao invés de, inconscientemente serem usadas pelo dinheiro?
Essa não precisa nem comentar. Já somos os subordinados do impetuoso “Mr. Green Paper”.
“Como deixar simples e humana, a tecnologia que está cada vez mais sofisticada?”
Para muitas coisas a tecnologia nos serve, basta que escolhamos seu lado benéfico. Sim, pois muitos pulam nas asas das possibilidades e, sem se quer se importar, prejudicam aqueles que pouco merecem o gosto da ilusão. Então, que se descubram as curas, os meios digitais de comunicação, as redes de informação momentânea e outros objetos consumistas ideais.
“Como pensar em previdência num tempo em que as pessoas vão viver mais? E em aposentadoria, quando as pessoas não pensam em parar nem quando se aposentam?”
Viver mais não é sinal de saúde. Quero viver bem, em paz com meus ideais e trabalhar naquilo que me satisfaça. Para tal, que me venham os anos e que me apareçam as rugas do tempo, mas que eu seja congratulado com o bem-estar do corpo e mente.
“Quando a sociedade e o Mundo começam a fazer novas perguntas, é preciso pensar em novas respostas...”
Por ora me despeço meu caro leitor, mas acreditando que para cada frase desse post seja feita uma nova pergunta sobre suas perspectivas de vida. E, para cada problema que venham a calhar, encontre você uma solução respeitável, afinal de contas, para todo problema existe uma resposta.
Muro rabiscado
Não possuo traços de um vândalo, mas bem que gostaria de sair pichando minhas frases, mesmo que condenadas pela maioria. Seria a sensação da liberdade em transcender o pensamento fechado, aprisionado a sete chaves pela nossa mente e respaldado apenas pelo nosso julgar.
Por ora aviso: que meus leitores não saiam pichando os muros por livre vontade, pois isso é crime, mas não deixemos de viver a liberdade de expressão, mesmo que tenhamos que rabiscar as paredes do nosso quarto ou, ao menos, registrar doces palavras no coração das pessoas que tanto gostamos.
Post Scriptium 1: Um agradecimento especial a minha amiga Dex, por possibilitar, mesmo que indiretamente, a idéia desse post.
Post Scriptium 2: Deixo-vos, caros leitores, livres para pichar qualquer coisa nesse mero blog, mas sem exagerar nos atos.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Seventy cries
Lucy in the sky with diamonds
Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Follow her down to a bridge by a fountain
Where rocking horse people eat marshmallow pies
Everyone smiles as you drift past the flowers
That grow so incredibly high
Newspaper taxis appear on the shore
Waiting to take you away
Climb in the back with your head in the clouds
And you're gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Picture yourself on a train in a station
With plasticine porters with looking glass ties
Suddenly someone is there at the turnstile
The girl with kaleidoscope eyes
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
A empresa do futuro
Um velho sábio uma vez me disse que, no futuro, as empresas de todo o Planeta serão regidas por apenas três funcionários: Uma máquina, um homem e um cachorro.
Tal sapiência me intrigou por instantâneos momentos de reflexão e perspicácia. Afinal, o que estava a dizer um homem tão culto e circunspecto? Seria a chegada do intrigante desgaste aferido pelo tempo a todo e qualquer ser vivo?
Porém, como qualquer ignorante que se alheia a um sábio, desprovido de inexorável esperteza, me via numa encruzilhada e, ao perceber minha face declarando a curiosidade e o inócuo, o velho homem me disse:
- Conviva sempre com a dúvida ao seu lado, para que então dela sejam retiradas todas as possibilidades para solucionar seus problemas. O futuro invoca uma só perspectiva, a de que a máquina dominará o homem.
Nesse ponto comecei a me satisfazer em felicidade, pois percebia que o velho não caducava em suas próprias idéias e, mais uma vez, ensinara o quão equivocado sou. Com um sorriso estampado de uma ponta a outra, disse-me:
- As empresas dependerão das máquinas para suas indeléveis produções. Para tal, haverá um homem para garantir a sua segurança contra qualquer ladrão. O cachorro... – ao impulso de um intrigante suspiro – esse será o funcionário mais importante, pois vigiará o homem, para que esse não traia a confiança de seus donos. Um homem cegado pelo dinheiro nada mais é que um mero e falho mortal.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
‘Gente’lesa
Essa semana eu conheci um professor de história que, literalmente, se portava como um daqueles caras doidos, porém “fuderosos” nas suas frases introspectivas e, às vezes, espontaneamente reflexivas. Após muitas citações inteligentes e hilárias, o cara chega para a sala e diz: “O brasileiro confunde gentileza com ‘gente’lesa”. Na hora só me veio uma incessante vontade de externar minhas risadas, mas quando chegou atrasado aquele impulso nervoso interpretando a frase, eu me sentia o bobo da Corte ou o leigo da rodada.
Realmente, estamos vivendo em um país, em que ser gentil é ato de lesados ou perdedores. Porque tem que ser assim? Se está no trânsito, parece até que todos os outros carros são adversários, uns batalhando contra os outros por algum pódio imaginário. Se oferece um saudoso bom dia a um desconhecido, das duas, uma: ou é louco ou parece que não conhece a ‘realidade’ do mundo.
Prefiro acreditar que muitas pessoas se esforçam para disseminar a gentileza pelos lugares em que passa e, em respeito a elas, prefiro contribuir a propagar suas tentativas e viver sem nenhuma pressão do cotidiano. Sejamos francos, um simples ato não vai tirar nenhum pedaço seu, ou mesmo desperdiçar seu valioso tempo de ganância.