Quanto mais tentamos viver o merecimento do nosso futuro, mais sentimos a culpa por tudo que nos cerca.
Mas é claro...
Mas é claro...
Se compramos um delicioso hambúrguer, olhamos para o lado e vemos alguém com fome, sem ter o que comer ou beber.
Se abrimos a porta de casa ao nascer do Sol, olhamos para o lado e sentimos o pesar de uma noite mal dormida daqueles que nem se quer possuem um teto.
Se recebemos bons resultados nos exames de rotina, olhamos para o lado e presenciamos o choro de um paciente em fase terminal de uma doença.
Se vibramos de felicidade o resultado satisfatório em uma avaliação, olhamos para o lado e abdicamos das congratulações aos amigos de sala.
Se digitamos uma bela frase na internet, olhamos para o lado e sobressaltamos a desvairada falta de conhecimento daqueles que poucas condições tiveram.
É o que nos rodeia. Olhar para os lados as vezes nos traz a tristeza de sentirmo-nos incapacitados de ajudar ao próximo, porém, nos garante a certeza de que devemos sempre agradecer a Deus o que temos, por mais simples que seja nosso "valor".
domingo, 1 de maio de 2011
Matemática
Era uma daquelas conversas costumeiras entre pai e filho. Nada além das temáticas de sempre, sugestões inquestionáveis, soluções propícias e discussões bem instruídas.
De repente, o rumo da conversa se expressava intrigante.
Pai: É incrível como o salário mínimo aumenta e a aposentadoria continua a mesma. Será que daqui a alguns anos ambos serão iguais?
Filho: É interessante mesmo, mas uma coisa me intriga muito mais. Porque esses salários sempre recebem aumentos de 4 ou 5 por cento, se os políticos gostam mesmo é de receber 100% a mais?
Pai: Infelizmente essa é uma conta que os "matemáticos da vida" tentam desvendar todo santo dia.
Post Scriptium: Que esse post não soe como sinal de revolta, mas de questionamento sobre os princípios da lei humana.