"Vejo a vida como uma constante caminhada dirigida para esse horizonte do homem completo, lutando contra tudo o que em nossa sociedade constitui uma barreira a essa caminhada. Espero sempre continuar em busca do conhecimento (a força do pensamento), procurando não esmorecer na luta pelos valores que defendo (a força da vontade)." (Karl Marx)
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Tchau, e obrigado!
Neste momento me sinto feliz por ainda estar a te presenciar.
Em geral, foste um ano bom, de novas perspectivas e audácias a mais.
Sentirei saudades, mas infelizmente tenho que me despedir.
Mas não ache que você irá embora para sempre, pois cada ano que passamos é uma parte de nossa vida que fica gravada na nossa mente e, mais ainda, no nosso coração.
No mais, se contente por ter sido o ano preferido; alegre-se por ter fujido da monotonicidade do passado; e convença-se por propiciar novos ideais para o futuro de teu dono.
Tu Podes ir embora, mas saibas que és parte de uma história.
Tchau, e obrigado!
domingo, 19 de dezembro de 2010
Cabotinagem
Muitos querem chamar atenção, poucos conseguem. Não é apenas querer ser inteligente nas conversas impróprias ou tirar a roupa para o Mundo todo ver. Não é se convencer das conquistas ou esconder as derrotas, mas acreditar que ninguém se sobressai. Do que adianta querer ter carros, dinheiro, mulheres ou até fama?
Indubitavelmente, busco apenas um Mundo em que a felicidade é o que rege as leis da natureza, onde a cabotinagem não se insere nos viveres e na aprendizagem. Um lugar em que os pássaros cantam livremente, sem a preocupação de agradar os ouvidos nossos. Um lugar onde todos são chamados de amigo, indistintamente pela cor ou raça, credo ou graça. Acima de tudo quero a paz, o amor, a alegria, e nada mais.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Qual é a sua resposta?
Estava eu a curtir meu momento de ociosidade, quando, instintivamente, deixei de lado o fone de ouvido a gritar as letras de “With a little help from my friends” e comecei a escutar a nova propaganda do Banco Itaú. E que, desde já, fique clara a ausência de intenção em se fazer qualquer tipo de propaganda, pois este blog me serve de inteira disposição para publicar minhas perspectivas, e não minhas opiniões publicitárias.
Porém, deixando de lado o discurso meramente correto, volto ao fio do pensamento...
As frases que semeavam as idéias pautadas naquela propaganda me intrigaram de uma forma interessante.
“Qual o papel de um banco numa sociedade de consumo que está descobrindo que o consumismo sem limites não vai levar a nada?
Um início que incita a atenção de qualquer um. Mas será que a sociedade está descobrindo os limites do consumismo, ou já sabe dessa realidade e não quer levá-la a sério? Pelo menos é o que a maioria faz: Se esconde no monte (ou no morrinho) de dinheiro que recebe (ou toma) para satisfazer os prazeres que são definidos por uma sociedade um tanto mesquinha.
“Como orientar as pessoas a usarem o dinheiro conscientemente, ao invés de, inconscientemente serem usadas pelo dinheiro?
Essa não precisa nem comentar. Já somos os subordinados do impetuoso “Mr. Green Paper”.
“Como deixar simples e humana, a tecnologia que está cada vez mais sofisticada?”
Para muitas coisas a tecnologia nos serve, basta que escolhamos seu lado benéfico. Sim, pois muitos pulam nas asas das possibilidades e, sem se quer se importar, prejudicam aqueles que pouco merecem o gosto da ilusão. Então, que se descubram as curas, os meios digitais de comunicação, as redes de informação momentânea e outros objetos consumistas ideais.
“Como pensar em previdência num tempo em que as pessoas vão viver mais? E em aposentadoria, quando as pessoas não pensam em parar nem quando se aposentam?”
Viver mais não é sinal de saúde. Quero viver bem, em paz com meus ideais e trabalhar naquilo que me satisfaça. Para tal, que me venham os anos e que me apareçam as rugas do tempo, mas que eu seja congratulado com o bem-estar do corpo e mente.
“Quando a sociedade e o Mundo começam a fazer novas perguntas, é preciso pensar em novas respostas...”
Por ora me despeço meu caro leitor, mas acreditando que para cada frase desse post seja feita uma nova pergunta sobre suas perspectivas de vida. E, para cada problema que venham a calhar, encontre você uma solução respeitável, afinal de contas, para todo problema existe uma resposta.
Muro rabiscado
Não possuo traços de um vândalo, mas bem que gostaria de sair pichando minhas frases, mesmo que condenadas pela maioria. Seria a sensação da liberdade em transcender o pensamento fechado, aprisionado a sete chaves pela nossa mente e respaldado apenas pelo nosso julgar.
Por ora aviso: que meus leitores não saiam pichando os muros por livre vontade, pois isso é crime, mas não deixemos de viver a liberdade de expressão, mesmo que tenhamos que rabiscar as paredes do nosso quarto ou, ao menos, registrar doces palavras no coração das pessoas que tanto gostamos.
Post Scriptium 1: Um agradecimento especial a minha amiga Dex, por possibilitar, mesmo que indiretamente, a idéia desse post.
Post Scriptium 2: Deixo-vos, caros leitores, livres para pichar qualquer coisa nesse mero blog, mas sem exagerar nos atos.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Seventy cries
Lucy in the sky with diamonds
Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Follow her down to a bridge by a fountain
Where rocking horse people eat marshmallow pies
Everyone smiles as you drift past the flowers
That grow so incredibly high
Newspaper taxis appear on the shore
Waiting to take you away
Climb in the back with your head in the clouds
And you're gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Picture yourself on a train in a station
With plasticine porters with looking glass ties
Suddenly someone is there at the turnstile
The girl with kaleidoscope eyes
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
A empresa do futuro
Um velho sábio uma vez me disse que, no futuro, as empresas de todo o Planeta serão regidas por apenas três funcionários: Uma máquina, um homem e um cachorro.
Tal sapiência me intrigou por instantâneos momentos de reflexão e perspicácia. Afinal, o que estava a dizer um homem tão culto e circunspecto? Seria a chegada do intrigante desgaste aferido pelo tempo a todo e qualquer ser vivo?
Porém, como qualquer ignorante que se alheia a um sábio, desprovido de inexorável esperteza, me via numa encruzilhada e, ao perceber minha face declarando a curiosidade e o inócuo, o velho homem me disse:
- Conviva sempre com a dúvida ao seu lado, para que então dela sejam retiradas todas as possibilidades para solucionar seus problemas. O futuro invoca uma só perspectiva, a de que a máquina dominará o homem.
Nesse ponto comecei a me satisfazer em felicidade, pois percebia que o velho não caducava em suas próprias idéias e, mais uma vez, ensinara o quão equivocado sou. Com um sorriso estampado de uma ponta a outra, disse-me:
- As empresas dependerão das máquinas para suas indeléveis produções. Para tal, haverá um homem para garantir a sua segurança contra qualquer ladrão. O cachorro... – ao impulso de um intrigante suspiro – esse será o funcionário mais importante, pois vigiará o homem, para que esse não traia a confiança de seus donos. Um homem cegado pelo dinheiro nada mais é que um mero e falho mortal.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
‘Gente’lesa
Essa semana eu conheci um professor de história que, literalmente, se portava como um daqueles caras doidos, porém “fuderosos” nas suas frases introspectivas e, às vezes, espontaneamente reflexivas. Após muitas citações inteligentes e hilárias, o cara chega para a sala e diz: “O brasileiro confunde gentileza com ‘gente’lesa”. Na hora só me veio uma incessante vontade de externar minhas risadas, mas quando chegou atrasado aquele impulso nervoso interpretando a frase, eu me sentia o bobo da Corte ou o leigo da rodada.
Realmente, estamos vivendo em um país, em que ser gentil é ato de lesados ou perdedores. Porque tem que ser assim? Se está no trânsito, parece até que todos os outros carros são adversários, uns batalhando contra os outros por algum pódio imaginário. Se oferece um saudoso bom dia a um desconhecido, das duas, uma: ou é louco ou parece que não conhece a ‘realidade’ do mundo.
Prefiro acreditar que muitas pessoas se esforçam para disseminar a gentileza pelos lugares em que passa e, em respeito a elas, prefiro contribuir a propagar suas tentativas e viver sem nenhuma pressão do cotidiano. Sejamos francos, um simples ato não vai tirar nenhum pedaço seu, ou mesmo desperdiçar seu valioso tempo de ganância.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Com o poder nas mãos
Certo dia desses, não lembra quando, mas sabe como, vivia ele a doar suas expectativas para as programações do final de semana que chegara. Infelizmente, pensava consigo, amanhã seria um daqueles efusivos dias de Sábado em que teria de acordar cedo com o maior prestigio do Mundo, afinal iria abdicar um dia de descanso para uma aventura nos seus velhos horários extras de trabalho.
Sabia que ao final do mês viria uma moedinha a mais, porém só isso lhe serviria de bom agrado, em detrimento de tantas outras desvantagens. Decidiu não se estressar com isso, sem então se apressar com as coisas: primeiramente as obrigações e depois a diversão - nunca haveria de imaginar em toda sua vida que fosse pensar isso.
Então, como planejado noutrora, levantou-se e decidiu por ir trabalhar, convicto de que aquele seria mais um dia comum de sua vida juvenizada. Chegou ao recinto no horário programado e colocou-se ao posto que lhe foi determinado, local um tanto calmo e confortável para as olheiras que perseguiam da festa na noite passada.
Durante sua expedição pelo selvagem devaneio das atribuições, percebeu a entrada de uma mulher na ante-sala pela qual se postava. Definitivamente era uma mulher de grande assimetria corporal, quadris largos e certa descompostura no jeito de andar, não sabia se pelo salto alto ou pela propriamente dita assimetria.
Enfim, concentrou-se tanto na análise da compostura alheia, que não percebeu a entrada daquela mulher na sala sem sua devida permissão. Esta, ao tempo que ouviu um chamado alheio e, sem se importar com o objetivo de tal, exibiu seu verdadeiro caráter, que até então mostrou-se integralmente parecido com sua descompostura. Para surpresa de todos que ali se encontravam, a mulher, de forma grosseira, exibiu sua silhueta de chefe e disse que era a gerente geral da empresa a qual todos ali trabalhavam e não quis ouvir ao menos uma explicação do rapaz que queria apenas saber seu nome para anotar no caderno de freqüência, até então o trabalho a qual foi destinado.
Após o incidente, ficou a pensar no que lhe havia acontecido e repugnou-se com todos os gerentes que possam existir no Mundo. Será que todos eram tão ásperos quanto aquela que acabara de conhecer? Imaginou que devem existir muitas pessoas que gostam de menosprezar seus “subordinados“, apenas por angariarem um posto mais elevado. Muitos se acham superiores, mas não se incubem ao trabalho de pensar que todos são Seres Humanos e em nada diferem uns dos outros. O problema está no “valor monetário” que rege nossa vida e nos mostra o quanto o homem é tão mesquinho e egoísta.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O Som do Bem

quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Contraste
Quantas vezes você já ficou sentado (a) em sua cama, pensando o quão difícil será o seu "amanhã"? A crueldade a qual somos submetidos no nosso dia-a-dia descarta nossas ansiedades e acaba por dissiminar qualquer perspectiva boa.
Ao mesmo passo, pensamos no futuro antes mesmo de fazer o presente, como se pudéssemos ditar o tempo e realizar todas as nossas satisfações. É como se fôssemos tão onipotentes quanto Deus, porém sem a menor chance de chegar a esse patamar.
Para tal, nada está tão além quanto os nossos desejos, pois mesmo que percorramos milhares de caminhos, sempre haverá milhares de outras opções que ao final de tudo levarão a um único ponto: O nosso destino.
Um dia escutei que não importa o que façamos, nossa vida sempre estará pautada numa única opção, mesmo que as diversas outras escolhas apontem para o contrário. E que reconheçamos nossas fraquezas para superar cada obstáculo
No mais, não espere, meu caro leitor, que eu fique nesse papo deprimente sobre as dificuldades da vida. Apenas tento mostrar que muitos tentam entender a sua finalidade, mas sempre se chega ao mesmo fim.
Por isso que sempre digo: Aproveite a vida do seu jeito, sem se importar com os outros. Se espelhar em Eisten ou em Kurt Cobain não importa. O mais importante é descobrir suas virtudes e viver acima delas.
Post Scriptium: Fazia tempo que não escrevia algo em português. Estou tentando me reacostumar
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Part III - The True
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Part II - The happiness
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Part I - The Greed
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O que te faz feliz?
É a brisa do mar que bate em seu rosto,
Ou o vento de outono em sentido oposto?
É a incessante composição da mais pura e doce música,
Ou o bater de asas do beija-flor que quase não se escuta?
É aquela comida que sempre haverá de te deixar babando,
Ou os árduos versos de amor que hão de te ver chorando?
É um simples ato de amizade, marcado por um gesto/ação,
Ou a marca de tênis que você adora e está em promoção?
A felicidade pode vir pelo sorriso do outro,
Ou no dinheiro que se encontra no seu bolso.
Cada um vive do seu jeito, cada qual de sua maneira.
É importar-se com alguma coisa, mesmo que passageira.
Viva sua vida, inspire alegria, esboce um sorriso,
Mesmo que ainda sendo mendigo, pobre ou rico.
Eu, você, ele
Ainda que minta, ainda que tropece, ainda que condene.
Ainda que omita, ainda que fale, ainda que não tente.
Ainda que sofra, ainda que negue, ainda que force.
Ainda que ouça, ainda que chore, ainda que peque.
Sob tamanha insensatez...
Que não caia, que não chore, que não sofra.
Que não saia, que não olhe, que não ouça.
Que não ria, que não mangue, que não torça.
Que não sinta, que não zangue, que não destorça.
Para que então exclame...
O que sou nada e nem ninguém poderá explicar,
E o que és não hei de procurar ousadia para subjugar.
Somos Seres Humanos. Erramos, aprendemos, vivemos.
Tropeçamos, porém, mesmo caídos, sempre levantaremos.
__
Que a simples alteração no nome do Blog não o intimide, caro leitor. Apenas entenda que o ser humano está totalmente susceptível a mudanças e, só assim para podermos entender que nossas idéias podem ser perfeitas no inicio, mas que depois pecam por suas falhas.
No mais, espero que continue aproveitando vossa leitura, sem ao menos se ater as inúmeras inconstâncias daquele que vos escreve.
sábado, 24 de julho de 2010
O que me inspira
Não hei de me repudiar, ora meu amigo, nada sou além do que a soma de todas as minhas inconstâncias.
Que fiques aberto as minhas opiniões, e então as respeite, pois nada sou sem as idéias que me cercam.
E que entendas as dádivas que me percorrem, pois estou à mercê das meras irregularidades do Mundo real.
Para tal, aprecie meu apreço, idealize meus ideais e, acima de tudo, ironize meus pleonasmos, pois as palavras que tanto repito são as que nunca haverão de ser faladas.
Apenas escute:
Then nearly fourteen billion years ago expansion started,
wait...
The Earth began to cool,
The autotrophs began to drool,
Neanderthals developed tools,
We built a wall (we built the pyramids),
Math, science, history, unravelling the mysteries,
That all started with the big bang!
"Since the dawn of man" is really not that long,
As every galaxy was formed in less time than it takes to sing this song.
A fraction of a second and the elements were made.
The bipeds stood up straight,
The dinosaurs all met their fate,
They tried to leap but they were late
And they all died (they froze their asses off)
The oceans and pangea
See ya, wouldn't wanna be ya
Set in motion by the same Big Bang!
It all started with the Big Bang!
It's expanding ever outward but one day
It will cause the stars to go the other way,
Collapsing ever inward, we won't be here, it won't be heard
Our best and brightest figure that it'll make an even bigger bang!
Australopithecus would really have been sick of us
Debating how we're here, they're catching deer (we're catching viruses)
Religion or astronomy, Encarta, Deuteronomy
It all started with the Big Bang!
Music and mythology, Einstein and astrology
It all started with the Big Bang!
It all started with the Big BANG!
Post Scriptium: Se não entendes o que falo, então se irrite, mas não me culpes por tentar mostrar aquilo que tanto aprecio e cultivo.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Oaçamina
Descobri a essência da amizade por um simples gesto.
Reinventei a idéia de que saudade não é tão ruim,
Apenas existe para lembrarmos com carinho de quem amamos.
Descobri a essência da amizade por um complexo ato.
Ganhei a coragem que então não existia em mim,
Apenas em dizer o quanto os amo e a que ponto chegamos.
Descobri a essência da amizade no vazio do incerto.
Enxerguei a claridade num buraco sem fim,
Apenas entendi que nada pode apagar o que então passamos.
Post Scriptium1: Nada e nem ninguém pode destruir a vontade de Deus para com seus filhos.
Post Scriptium2: Feliz Dia do Amigo.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Um click de lembranças
Não sei quem lá inventou a máquina fotográfica, mas digo que foi a maior idéia já vista na história do Mundo.
Quem imaginaria que nossas maiores lembranças poderiam ser vistas ao simples olhar de um pedaço de papel. Claro que evidenciamos um momento estático, às vezes sem cor e estranho aos olhos, mas quem pode se importar com isso, se a essência é o que nos traz a felicidade pela lembrança do momento.
Claro que existem as fotos memoráveis, daquelas que só de olhar nos respaldamos a um sentimento de nojo, mas ainda assim lembramos com doce amargura de suas revelações.
E ainda vos digo, nem mesmo o Cérebro é capaz de recordar com tamanha fidedignidade um momento especial da vida, como uma bela foto. Iremos ainda mostrar aos nossos netos aquilo que fizemos, e lembraremos com uma infinita saudade dos bons momentos que a vida nos propiciou e que foram marcadas através de um aparelho inventado pela idéia de algum louco.
Post Scriptium: E ainda vos digo que, mesmo assim, simples molduras não hão de traduzir o sentimeto de tamanha dimensão.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O que sentes então?
A íntima satisfação de carregar tamanho sentimento em seu peito fazia-o um dos homens mais felizes dentre tantos que existam no Planeta. Lembrava com carinho do momento que tanto esperara. Uma ocasião especial que havia passado a poucos minutos atrás, mas que pareciam anos ou décadas de atraso. Parou então, e após um leve suspiro, refletiu sobre suas tantas aflições, pois beijar a mulher que tanto amava era perigoso ao ponto de pensar que se tratava de um sonho. Sentiu um leve aperto nas entranhas e escutou uma voz estranha, profunda como um abismo dentro de seus pensamentos.
- Não sejas tolo. Não estás a sonhar, lembras exatamente do que permitiu tua realidade.
- Quem está ai? Perguntou então com convicção.
- Não reconheces tua própria inconsciência, teu ego obstante. Aquele que te exime de toda e qualquer dúvida, mesmo que no obscuro dos pensamentos.
Foi um momento intenso aquele. Será que estava tão louco ao ponto de falar com si próprio. O que se passava desde então? E, sem ao menos perder tempo, indagou sobre tal inquietação.
- Como posso falar com minha própria mente?
- Não te enganes. Tua mente nada fala. Apenas sou tuas idéias mais distantes. A distinção entre o certo e o errado, o conselho que pouco pensas em momentos de puro êxtase.
Ainda assim, era difícil entender, mas propusera-se a aceitar que não estava a enlouquecer e, sem perder tempo, eximiu-se de qualquer vergonha e indagou sobre suas aflições.
- Nem tentes dar início a tuas inquietações, conheço cada problema que perpassa sobre teu corpo, conheço cada lágrima que sai de teus olhos e, como neste prazeroso momento, conheço cada suspiro que dás por tua felicidade.
- Mas esse é o problema! - Afirmou com certa restrição – Sofro por não saber o que realmente sinto. O que me dizes então?
- Não esperes de mim a solução, pois se estás angustiado, também haverei de estar. Mas um conselho dar-te-ei. Reflita sobre o que te traz angústia e, sem inseguridade, abra teu coração.
Agora estava a mercê da incredulidade. Como haveria de abrir seu coração, um mero órgão que só fazia bombear sangue para todo o seu corpo e nada significava no solucionar daquela angústia amorosa.
- Pensava que a mente controlava minhas emoções. Como me pedes para abrir meu coração? Perguntou convictamente.
- Estás a se enganar novamente. Tua mente é teu instrumento de decisões, o estímulo de teus ideais. Porém, se um sentimento tão complexo te aflige, saibas que teu coração é o único que pode te mostrar o verdadeiro sentido dele. Nada está tão além do que a pura sensação de estares a amar.
Post Scriptium: Ainda que os cientistas afirmem que nossas emoções vêm de controles encefálicos complexos (ou o que quer que seja), continuo a achar que a mente nada sabe.Nada precede aquilo que o coração tem a dizer sobre o amor.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Fé
Nada estava além de suas convicções. Todos os seus pensamentos se voltavam para um único fim: O amor de Deus. Era jovem, complexo em pensamentos, porém crente de que tudo se voltava para um único caminho. Não aquele caminho escuro, estreito e persuasivo, que sempre lhe fazia desejar pelo “a mais”, mas o caminho da claridade, da luz, que sempre lhe confortava e regozijava suas ânsias.
Sempre cercado de verdades e mentiras, vivia a vida, sentia o calor dos raios solares, entoava a brisa que tocava toda sua marca tecidual e, acima de tudo, soprava os bons ventos que vinham das perspectivas de suas idéias. Claro que é estranho aos seus ouvidos (ou seus olhos) caro leitor. Pode até ser indelével de qualquer questionamento, ou pouco persuasivo a qualquer especialista, mas nada pode impedir a exposição da felicidade de um idealista, um Ser tão humano quanto você.
E assim vem a questão: Hoje pode ser seu dia, mas será que amanhã você ainda o terá?
Para ele todo dia era dia, mesmo nos momentos de loucura ou doce aflição. Era comum ouvir aquele velho papo furado do viver o amanhã, mas nada fazia-lhe perder o hoje, o presente. E de algo tinha certeza: Foi Deus que lhe presenteou com o dom da felicidade. Foi seu Senhor que lhe ofereceu papel e caneta para escrever o livro da ousadia, do mistério da vida. E que não se confunda a ousadia com o ousado, pois seus sentimentos não eram ousados, mas pautados por uma ousadia impar, marcada pela sabedoria.
E para tanto, o devaneio de suas perspectivas só lhe davam força para seguir sempre em frente, tendo em mente que sua fé era ferramenta essencial para sua existência, pois assim, nada poderia despertar dúvida em seus ideais. E assim vos peço como tal qual lhe cabe, a infame ousadia de buscar a fé, seja ela possível ou não aos seus legados, pois só assim é que perceberás que nada estará além de suas convicções.
Post Scriptium: Nada acima de Deus, é só o que ele vos pede.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Nunca fraqueje
Fracos são aqueles que buscam o vazio na imensidão do infinito, pois não possuem sonhos. Mais fracos ainda são aqueles que buscam o infinito na simplicidade do vazio, pois desistirão na primeira pedra que surgir pelo caminho.
E que se atenham, pois, as míseras possibilidades que a vida proporciona, mesmo que não sejam condizentes com suas expectativas.
Sob as flores
Era um lindo período de verão, daqueles que o Sol, ao riscar ríspidos raios pela pele, aquece tranqüila e prazerosamente todo o corpo. Nada o afligia, nem mesmo as sessões de filmes de terror com os amigos, no calar da noite.
Sentia-se pleno, virtuoso e com uma vida de dar inveja a qualquer Ser que poderia ter o prazer pelo respirar. Tudo era diferenciado: os carros pareciam carroças servis, pois paravam instantaneamente à sua presença; os pássaros se rebelavam uns contra os outros para ver quem emitia o som mais agradável aos seus ouvidos; as árvores apresentavam um esforço descomunal para tentar produzir o fruto mais saboroso que pudesse ser apreciado por sua boca; e o vento soprava fortemente à sua frente, para que todo o lixo fosse expulso perante sua caminhada.
Entre todos os modos, podia ser dito que até a natureza estava ao seu favor. Muitos não acreditavam, questionavam se aquilo seria sorte ou algum produto maléfico a qual não se aproximar. Nem mesmo ele entendia porque passava por tais momentos prazerosos, mas sabia que deveria aproveitar o máximo daquela estranha sorte.
Porém, como em toda história que se preze a alegria, existem os momentos de fraqueza, de tempestades. Não seria diferente com nosso amigo: durante o passar de um esplêndido dia, ao dito de um ilustre passeio pelo parque, seus brilhantes e infames olhos perceberam algo que jamais vira na vida, duas belas flores, singulares em seu formato e consoante sua beleza, traziam uma intriga interessante.
Poucos seriam as pessoas que perceberiam tal acometimento, mas uma das flores, de cor vermelha e intensa como uma chama, porém delicada e suave como uma seda, tentava sobrepor-se a uma flor amarela, pequena e frágil como uma formiga, porém tão linda e brilhosa, aparentando uma força exorbitante em seu caule, retrocedendo a qualquer modo a investida de sua companheira.
Era algo extremamente incrível a sua vista, porém intrigante aos seus conhecimentos. Sua fascinação àquele momento foi tão forte, que mal conseguia pensar em outra coisa que perpassasse ao seu redor. Era difícil entender, mas o que parecia ser admiração tornou-se um vício, pois uma sinuosa angustia tomava suas entranhas: Qual das duas sobreviveria àquela épica batalha?
Após aquele momento, todos os dias ele tirava um bom tempo para visitar sua nova distração, aflito em saber se uma já havia esmorecido de sua luta. Mas era sempre a mesma coisa, ambas tornavam a estar na mesma posição. Às vezes, “sentia no fundo do coração” que aquelas duas belas flores brigavam por um espaço maior para que melhor fossem observadas durante sua presença. Era um intuito estranho, porém normal a quem disputava a atenção de toda a natureza.
Ao passar dos dias, ainda entornado pelo verão, seus vícios por aquelas criaturas foi se tornando um tanto descontrolado, pois nem ele sabia qual mais amava e quem despertava mais sua atenção, pois, mesmo diferentes, cada uma despertava um sentimento ímpar em sua vista. E após tanta aflição por tal situação, tomou uma decisão quase insana, porém certa segundo seus ideais: Estava na hora de decidir quem ganharia tal batalha e se tornaria sua flor preferida.
Pensara com firmeza por que estava a querer aquilo. Como algo tão simples poderia destruir a mente de um homem tão sortudo? Para cada resposta vinha uma aflição, mas com convicção optou por continuar. No outro dia retornara ao mesmo local de sempre e, esperando o Sol clarear suas lindas flores (queria que respirassem ao menos uma última vez), retirou uma pequena tesoura do bolso, simbolizando metaforicamente sua decisão. Então, escondido pelas lágrimas entoadas em seus olhos, cortou a metade de uma parte da sua vida, metade de um amor que jurou jamais esquecer.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Em passos longos
Cada passo, uma escolha.
Cada escolha, um dilema.
Cada dilema, uma indecisão.
Indecisão é sinônimo de dúvida.
Dúvida pode gerar problema.
Mas todo problema possui uma solução.
Post Scriptium: Uma coisa posso concluir: cada passo que damos gera uma solução.




