sábado, 8 de outubro de 2011

O Ser Realista

Há algumas semanas atrás, não tão bem memorizadas, recebi um e-mail de um grande amigo. Aos olhos de quem lê parece até algo casual, porém, aos olhos de quem escreve não era simples assim. A priori, nunca havia de lembrar o dia em que recebi uma mensagem daquele que vos falo, e tão pouco num contexto específico ao que tanto prego neste blog (quase deixado às traças, mas por vezes relembrado).
Convenhamos, existem mensagens no seu e-mail que não são dignas de leitura, pois se torna difícil quando virá uma bela mensagem ou um vírus. Todavia, naquele momento decidi por optar pela primeira suposição, e não me arrependo por tal escolha. 
O título do texto era "O Ser realista" e o discorrer da história, deixo que o próprio autor nos fale:

"Após alguns dias de trabalho e convívio com algumas pessoas muito diferentes comecei a observar o comportamento de alguns colegas de trabalho. Observei como algumas pessoas veem a vida de forma pessimista (ou bastante pessimista), e como outras veem a vida de forma realista.
Não estou querendo dizer com isso que os realista não são aquelas pessoas pessimistas que sempre se defendem com um quase jargão: "Não estou sendo pessimista, apenas realista."
O pessimista é aquele indivíduo que acorda na segunda, reclama porque é segunda e porque terá uma longa e cansativa semana de trabalho. Ao chegar no trabalho o pessimista se desespera porque terá oito longas horas de trabalho, e já não ver a hora de voltar para casa; porém ao fim do dia de trabalho, resmuga: "O dia terminou e não deu tempo de fazer nada." Essa rotina segue ao longo da semana, e na sexta, ao invés de comemorar a chegada do fim de semana, o pessimista reclama porque foi mais uma semana de trabalho perdida, mesmo sendo a semana mais produtiva. Outro ponto no pessimista é que ao começar a realizar um trabalho ele já pensa que não vai dar certo e que aquilo é desnecessário, mesmo quando a tarefa é chave de todo um projeto, ou então quando tudo está dando certo ele está desconfiado porque ainda não deu errado, mas está certo de que no fim algo dará errado.
O realista é um indivíduo qye acorda na segunda, talvez cansado ou de ressaca, mas que encara a tão dolorosa manhã de segunda-feira como mais uma manhã de trabalho, em que ele irá realizar suas tarefas e acredita que tudo dará certo. No fim do expediente, depois de um feedback do seu dia de trabalho, o realista avalia que seu trabalho foi produtivo na medida do possível. Ao fim da semana, o realista está feliz por mais uma semana de trabalho concluído, pelo simples fato de ser sexta-feira e porque o fim de semana se aproxima.
Eu observei diversas outras diferenças entre esses dois tipos de indivíduos, porém quis explicitar essa diferença para que possamos mudar nossa forma de ver o mundo e facilitarmos o nosso convívio com os outros e com nós mesmo.
E acreditem, eu não sou a pessoa mais otimista do mundo, apenas acredito que tudo acabará bem e se não está bem é porque ainda não acabou. Para mim uma pessoa otimista é aquela que acredita que vai ganhar na Mega-Sena mesmo sem jogar.

Por: Stênio Filho, vulgo Bira.


Post Scriptium: E assim vos deixo com mais uma reflexão auto-programada. Aproveitem!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Impossível?

Qual seria o sentido da vida se não sonhássemos? O que necessariamente a realidade nos traria?
Sinceramente, nem me atrevo a pensar que existam respostas para tal, pois não veria nenhuma graça em se viver sem a plena imaginação, ou as idéias mais fugazes que atravessassem o mínimo do horizonte e desembocassem no rio mais profundo.
Nada tão simples quanto uma nuvem no céu, e nem tão complexo como uma galáxia no meio do obscuro do infinito, mas simples idéias que assegurassem a firme sensação de que podemos, sim, chegar tão longe quanto pensamos.
É estar sonhando, e ao mesmo tempo vivendo, pois sem essa expectativa não teríamos a convicção de que tudo podemos e fazemos. Como no tempo do piscar dos olhos, aprendemos o quão importante é nossa força de vontade para aprender a voar nas mais longínquas terras da impossibilidade.
Impossível era pensar que existia cura para as doenças mais ameaçadoras, hoje sendo elas as mais insignificantes. Tão possível era pensar que o homem nunca conseguiria voar, e hoje podemos nos deparar com a perseverança dos traços de algodão doce que flutuam naquela imensidão de céu.
Aprenda: Viver é importante, mas sem sonhos nada somos.

Post Scriptium: Um detalhe às minhas conclusões para o texto. A primeira palavra de cada parágrafo resume o que somos.

domingo, 26 de junho de 2011

Se existe algo mais inócuo do que a própria sensação de puro prazer, vos digo minhas caras inspirações:

- Nada está além de sua própria vontade. Para tal, adeque as suas vontades e nunca desista de suas ambições. Hoje posso ser um aviador sem asas, mas amanhã estarei em um avião sem freios para pousar.

sábado, 28 de maio de 2011

O que nos cerca

Quanto mais tentamos viver o merecimento do nosso futuro, mais sentimos a culpa por tudo que nos cerca.

Mas é claro...

Se compramos um delicioso hambúrguer, olhamos para o lado e vemos alguém com fome, sem ter o que comer ou beber.

Se abrimos a porta de casa ao nascer do Sol, olhamos para o lado e sentimos o pesar de uma noite mal dormida daqueles que nem se quer possuem um teto.

Se recebemos bons resultados nos exames de rotina, olhamos para o lado e presenciamos o choro de um paciente em fase terminal de uma doença.

Se vibramos de felicidade o resultado satisfatório em uma avaliação, olhamos para o lado e abdicamos das congratulações aos amigos de sala.

Se digitamos uma bela frase na internet, olhamos para o lado e sobressaltamos a desvairada falta de conhecimento daqueles que poucas condições tiveram.


É o que nos rodeia. Olhar para os lados as vezes nos traz a tristeza de sentirmo-nos incapacitados de ajudar ao próximo, porém, nos garante a certeza de que devemos sempre agradecer a Deus o que temos, por mais simples que seja nosso "valor".

domingo, 1 de maio de 2011

Matemática

Era uma daquelas conversas costumeiras entre pai e filho. Nada além das temáticas de sempre, sugestões inquestionáveis, soluções propícias e discussões bem instruídas.

De repente, o rumo da conversa se expressava intrigante.

Pai: É incrível como o salário mínimo aumenta e a aposentadoria continua a mesma. Será que daqui a alguns anos ambos serão iguais?

Filho: É interessante mesmo, mas uma coisa me intriga muito mais. Porque esses salários sempre recebem aumentos de 4 ou 5 por cento, se os políticos gostam mesmo é de receber 100% a mais?

Pai: Infelizmente essa é uma conta que os "matemáticos da vida" tentam desvendar todo santo dia.


Post Scriptium: Que esse post não soe como sinal de revolta, mas de questionamento sobre os princípios da lei humana.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pelos caminhos

É engraçado como a vida sempre nos mostra algo da qual nunca esperamos. Inevitáveis são os momentos de reflexão, daqueles que paramos para pensar em qual rumo estamos sendo levados ou onde então paramos. Isso mesmo! Não é uma tarefa simples saber qual a exata posição do caminho, mas sempre existe uma seta que persiste em mostrar a direção correta.
Hoje percebi que esbarrei em uma dessas setas, mas não ache que foi algo fácil de enxergar ou perceber. Um simples ato de reflexão mostrou o quanto já caminhei por estrada adentro e quando olhei para o horizonte de oportunidades, percebi que toda minha fé era o que guiava minhas ações e perspectivas.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem Fé


No devaneio de sua mente estão as dúvidas.
- Qual o seu problema?
- Não sei se consigo fazer isso.
- E qual o motivo?
- Não tenho coragem o suficiente.
- Ora, o que você não tem é fé.
            

Post scriptium: Antes de qualquer troféu de conquistas vem a fé.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Super Herói

Quando criança, sempre sonhava em ser um super-herói. Não qualquer um, mas aquele que sempre achava ser o mais forte e esperto, auxiliado por suas armas de fogo que poderiam matar qualquer inimigo à  frente de seu caminho. Uma armadura resistente e bonita também lhe seria útil. Sim, é lógico! Para poder fugir dos golpes alheios e não sofrer qualquer dano.
Aquela vida fantasiosa, adicionada ao sutil toque dos sonhos, lhe parecia melhor do que qualquer outra coisa, afinal estava tudo em sua própria mente: suas ações, habilidades e tudo a mais necessário para enfrentar qualquer desafio. Infelizmente, quando um super-herói cresce, começa a perceber a realidade que lhe cerca. Conhece as traiçoeiras faces da vida, do ser humano e se torna tão humano quanto cada leitor que aqui se debruça.
No momento, gostaria de voltar a ter a audácia de quando tinha seus 8 ou 9 anos, para então acabar com todas as maldades (políticas) que cercam seu país. Seu repúdio pelos seres que se escondem atrás das curtinas da planície - para não ser bem direto - é tão grande que lhe consome. Afinal, como podem roubar a esperança de seu povo pelo simples fato de possuírem poderes, então concedidos pelos mesmos?
Lembrara que um dia havia escutado uma linda frase: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. Mas isso não se aplicava àqueles que “congressivamente” vivem. Estes, agraciados com os poderes, possuem a responsabilidade de não deixar as máscaras caírem.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Viver, citar, aprender

Não sou uma pessoa adepta ao fanatismo ou algo que venha a incitá-lo. Viver em detrimento do que os outros fazem ou fizeram é complicado e acaba por distorcer um pouco sua própria história de vida.
Todavia, aprecio com enorme solicitude aqueles que aproveitam a vida alheia como forma de incentivo e reflexão. Pelo menos é o que sinto quando leio a respeito de John Lennon, um cara polêmico e cheio de problemas na infância que continua a me ensinar coisas das quais não hei de esquecer.

"Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia..." 
 
E assim o homem sabe a vida que leva, os atos que carrega e as controvérsias que estabelece em suas próprias escolhas.


Post Scriptium: Ídolo, só tenho um: Deus.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Velha infância


Após um longo tempo de análises sobre o conteúdo deste blog, parei para pensar no motivo que me levou a engajar a foto acima como um dos meus “gadgets”.
Observei nada mais além do que no seu significado, ou quem sabe da sua intenção. Então me lembrei do primeiro momento em que a vi, obviamente após inúmeras pesquisas que me revelassem algo jocoso, e ao mesmo tempo crítico. Qualquer traço de humor satírico, de comédia séria, daquelas que rimos pela besteira, mas choramos pela essência da realidade.
Deliberadamente cansado das besteiras que a internet traz consigo, achei algo que se adequava a minhas buscas: a triste face da educação de nossas crianças. Qual o motivo do descaso pelo jogo de botão, pelas bilocas e seus variados tamanhos/força, pela coleção de figurinhas e o jogo do bafo, pela pelada no meio da calçada cheia de paralelepípedos que rasgam os dedos ou pelos brinquedos de nossos desenhos favoritos.
Ahh, aqueles sim são desenhos intrigantes, emocionantes, e às vezes educativos, mesmo com a falta de efeitos especiais ou animais bisonhos com seus golpes extravagantes. Era isso que carregava a inocência de uma criança pelo desejo de ser seu herói favorito, ao invés de dar a elas a violência que tanto perpetua dentro de seu meio. O Bullying está ai pra rir de nossas caras.
Por todas essas idéias, a foto acima representa a maturidade precoce a qual nossas crianças estão sendo submetidas. Só espero que futuramente, após um parto, o médico não saia dizendo: “Parabéns!Seu filho já teve a primeira ejaculação”.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

The willpower

I saw a great quote this morning on Twitter: “To enjoy the rainbow, first enjoy the rain” it was what Paulo Coelho said. Now, I´m thinking what i´ve done to take this rainbow, because we always wait a good thing without conquer it. And nothing is so right in the enviroment that the choice to fight for something we want.
Then, let´s hold the willpower and fight for all those things we dream.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O amor!

O amor!
Nada além de um ato incondicional,
Faz do Ser humano um inconsciente,
Uma mente em estado irracional.

O amor!
Não é algo simples de se desfazer,
Nem ao menos de se enganar,
Simplesmente é o motivo pelo viver,
É a vida a se completar.

O amor!
É tentar provocar a rima perfeita,
Ou mesmo escutar a nota mais bela,
Percorrer um horizonte sem direção
Sem se ater ao destino que se espera.

O amor!
Palavra incontestável, indecifrável,
São letras que se juntam perfeitamente,
E assim produzem um clamor memorável.

E que então se aclame o poeta:
“É só o amor! É só o amor que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece. O amor é o fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer.” (Renato Russo / Camões)

Post Scriptium: Mais um pedido atendido. Uma homenagem a duas pessoas que mostraram que o amor não é impossível.

Um ano (atrás)

Há não exatos 365 dias – isso porque esse post deveria ter sido escrito ontem – estava eu a escrever um texto que confundia meus sentimentos de angústia e expectativa. Sim, eram sensações que explodiam acerca do meu futuro, já que era o último ano de curso. Lembro com saudade daquele dia, pois um ano se passou e vejo que aquele menino aprendeu inúmeras coisas e cresceu um pouco mais, agora com o peso de um diploma nas costas, mas quem se importa, somos sempre meninos que aprendem com as trapaças que a vida tem a nos oferecer.
No mais, observo atentamente que os planos que tanto fazia na época se esvaíram novamente e se transformaram em possibilidades ainda maiores e entusiasmantes. E dizem que um ano passa rápido, porém penso diferente: Dura o suficiente para aprendermos que a vida é tão curta quanto nossa forma de pensar nela. Para tal, que seja aproveitado cada momento, para que vivamos intensamente o pouco de nossos desejos.

Post Scriptium: Um texto para recordar com alegria (http://radamedeiros.blogspot.com/2010/01/um-ano.html).