quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um ano

Suas expectativas o transtornam. Uma gota de ansiedade apoiada sobre um forte desejo, algo inestimável que passa frequentemente sobre sua cabeça. Não um simples fato, nem tanto uma tragédia, mas uma forte angústia, daquelas que só sentindo pra saber. Avaliara toda a sua vida, todos os seus momentos até então decorrentes e pensara: Quanto vale um ano?

Sabe ele que são 365 dias (isso quando o bissexto não atrapalha), mas uma unidade tão simples como esta não demonstra totalmente o significado da essência de seus pensamentos. Há um ano era ele um jovem perspectivado por sonhos e objetivos, que durante um trajeto foram sendo dissipados em outras remotas idéias, estas então muito melhores.

Em um ano ele alcançou o infinito de remotas emoções, conquistou novas amizades, construiu uma identidade que jamais imaginara para sua vida, e hoje lembra com tristeza (aquela tristeza que chamamos saudade) da sua juventude, ainda tão próxima, porém remota se pensarmos que um ano vale muito (Imagine 4 anos).

Sob fortes pretextos ele se contenta. Sim! Contenta-se por saber que mais um ano virá e, acima de tudo deverá aproveitar cada um dos seus 12 meses, 52 semanas, 365 dias, 8760 horas, ou qualquer que seja a unidade a ser representada por sua cabeça. Será um ano árduo, pautado em decisões importantes para seu futuro, mas sabe ele que serão bem tomadas.

Em um ano ele voltará a ler o texto que tanto durou para escrever, e apoiado sobre uma taça de champanhe gritará com felicidade que foi mais um que se passou.

Post Scriptum:Que venha mais um ano, o último de uma pequena parte da sua vida (Educação Física)


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