domingo, 8 de junho de 2008

Em busca da felicidade

Em decorrência dos boatos sobre esse blog, resolvi fazer um texto o mais rápido possível. Perdoem-me os meus leitores se esse texto não for tão bom como esperam, mas a pressa é a inimiga da perfeição.

Faz umas duas semanas que entrei em um outro blog e li um ditado chinês pelo qual não recordo mais e não consigo achar no momento. Porém, aquela pequena frase me fez refletir bastante e então, tive a iniciativa de procurar outro ditado daqueles que possuem os olhos puxadinhos (foi a única forma que encontrei de não repetir a palavra chinês).

"Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; por um dia, vá pescar; por um mês, case-se; por um ano, herde uma fortuna; pela vida inteira, ajude os outros."

No presente momento, tenho uma conflituosa sensação de que algumas pessoas irão rir da minha cara durante a semana, mas se fiz o blog, agora tenho que me expor. Ao ler a frase acima, me perguntei qual o seu real sentido, já que nem todos conseguirão ser plenamente felizes pescando por um dia não é? Mas lembrei de uma aula que tive, onde a professora dizia: Analise o todo para depois fragmenta-lo em partes singulares, que servirão como uma base para suas conclusões. Eu sei que isso é uma viagem, mas acho que com umas cinco leituras vocês entenderão o que eu demorei quase um ano.

Enfim, devemos tirar de lição que a procura pela felicidade está na felicidade do próximo. Tente fazer sua parte perante seus amigos, ajude-os nos momentos de dificuldade, pois o verdadeiro amigo é aquele que está do seu lado nos momentos mais conflituosos. Mesmo que você não receba recompensas imediatas por um ato amigável, lembre-se que um único gesto pode ser responsável pelo prazer de uma vida.

A partir desse ditado pude concluir que existem dois tipos de felicidade: A lacônica e a plena. A primeira refere-se a algo breve, supérfluo, que propõe um prazer instantâneo. Ou seja, a felicidade de uma soneca, de uma pesca, de um casamento (aqui faço uma exceção para casais bem sucedidos) ou de uma fortuna pode produzir claramente prazer, mas que não vai durar a vida toda, apenas servindo como uma falsa capa que nos encobre e nos faz pensar que somos felizes. Será que realmente somos felizes nessas situações? Será que não são desejos que temos e que, quando são realizados não possuem mais sentido?

A segunda felicidade, denominada plena, é aquela que sentimos satisfação e prazer a longo prazo. Quando ajudamos ao próximo sem pedir nada em troca, estamos conferindo felicidade sem nem perceber. Acho que não existe nada mais gratificante do que receber um sorriso e ouvir um obrigado por uma ação insignificante para nós, mas bastante complexa para o outro.

Portanto, tente ajudar o seu próximo, mesmo que não haja uma gratificação imediata, mas sim, um contentamento que será lembrado para sempre. Às vezes devemos ser felizes por uma hora, por um dia, por um mês ou por um ano, mas não devemos esquecer que a verdadeira felicidade está numa vida inteira.