sábado, 2 de maio de 2009

O uso das palavras

Após intermitentes tentativas de analisar ou expor, nem que por pequenas frases, algo de interessante que se atenha as perspectivas presentes nesse blog, trago aos meus caros leitores algo inovador: A falta de palavras. Não uma seca de idéias que poderiam desencadear em enormes textos, mas uma sinuosa ausência do que ter que falar, ou ainda melhor, um exímio refugio pela reflexão de coisas bestas ou inconvenientes.

Nossa bagagem de informações se atem àquilo que adquirimos durante toda a vida e nem sempre podemos perceber o que é melhor para nossa constante aprendizagem, seja ela de espírito ou de inteligência. Por exemplo, terminar de ler um livro soa como um sinal de vitória para alguns, mas como sinônimo de tempo perdido para outros. Conversar besteira no bate-papo é produtivo para muitos, porém desestimulante para aqueles que se prenunciam exímios pensadores. Não que eu esteja defendendo classes de interesse, mas o Mundo atual está marcado pela disseminação de uma geração preguiçosa e conflituosa.

Primeiramente pelo avanço tecnológico, onde assim presenciamos uma sociedade cada vez mais sedentária, propicia a sofrer grandes riscos de saúde e que só pensa em zerar a versão 3000x de um jogo qualquer na tela da super televisão “nanoplasmática”. Ninguém se preocupa com a interpretação dos conceitos, mas a sua definição no Google é de grande valia. Ninguém ao menos se preocupa com a lógica dos fatos ou o acaso pelas conversas bestas, porém bem elaboradas, pois só existe uma coisa pra se fazer: entrar na internet para as resenhas ou para os jogos.

Em segundo plano, somos então culpados pela fraqueza de esmorecer nos momentos mais propícios a sabedoria (Logicamente que irei me incluir nesse sistema), pois não adianta depender dos outros por algo que você próprio deve buscar no âmago das idéias expostas pelos espaços. Não existe a reciprocidade de expor ou discutir novos ideais, mesmo que inconseqüentes, para a formação de uma sociedade de palavras, de debates críticos que formem os cidadãos.

Dentre tantas outras coisas, concluo o texto expondo a opinião de que estamos passando por um período precário na formação de uma sociedade sólida, marcada pelo uso imprevisível e íntegro das palavras. Mas que assim se viva e aprendamos a reconhecer nosso papel perante este Mundo.

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